Impacto Social

L'Oréal Brasil investe em diversidade e empoderamento feminino com programas que transformam vidas

Lúcia Helena Corrêa, cabeleireira carioca, transformou sua vida após curso da Fundação Darcy Vargas. A L'Oréal Brasil, sob Marcelo Zimet, investe em diversidade e produtos para cabelos crespos, ampliando sua presença no mercado.

Atualizado em
August 20, 2025
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Marcelo Zimet, CEO da L'Oréal Brasil, em seu escritório na sede da empresa, na zona portuária do Rio. - Eduardo Anizelli/Folhapress

A história de Lúcia Helena Corrêa, uma cabeleireira carioca, começou em 1996, quando trabalhava como faxineira em um salão de beleza. Em um momento decisivo, ela ajudou a cachear o cabelo de uma cliente negra, demonstrando sua habilidade e paixão pela profissão. Desde então, Lúcia se formou em cabeleireiro por meio de um curso gratuito da Fundação Darcy Vargas e agora sonha em abrir seu próprio negócio, após anos dedicados a sustentar sua família.

A L'Oréal Brasil, sob a liderança de Marcelo Zimet, tem se empenhado em promover a diversidade e a inclusão no mercado de beleza. Nos últimos três anos, a empresa investiu € 1,5 milhão (R$ 10 milhões) em programas que beneficiaram cerca de quatro mil mulheres. Zimet, que assumiu a presidência da filial em 2021, busca adaptar o portfólio da marca às necessidades do consumidor brasileiro, especialmente em relação a cabelos crespos e cacheados.

O mercado brasileiro de beleza é o terceiro maior do mundo, com um faturamento de US$ 32,1 bilhões em 2024. Apesar de ser a maior fabricante global de produtos de beleza, a L'Oréal ainda não lidera esse mercado, que é dominado por marcas locais como Natura e Boticário. Zimet identificou a falta de "brasilidade" nos produtos e na comunicação da empresa como um dos principais desafios a serem superados.

Com o objetivo de entender melhor a cultura brasileira, a L'Oréal investiu em pesquisas que revelaram a diversidade genética do país, onde 68% das mulheres têm cabelos crespos ou cacheados. Apesar disso, a maioria ainda prefere alisar os cabelos, refletindo padrões de beleza europeus. Entre 2010 e 2022, cresceu em mais de 30% o número de brasileiras que aceitam seus cabelos naturais, o que demonstra uma mudança significativa nas percepções de beleza.

Para atender a essa demanda, a L'Oréal lançou novos produtos voltados para cabelos crespos e cacheados, além de ampliar sua linha para cabelos danificados. A marca brasileira Niely, adquirida em 2015, também ganhou destaque sob a gestão de Zimet, que viu suas vendas triplicarem. A diversidade na equipe da L'Oréal também aumentou, com a proporção de colaboradores negros subindo de 32% para 42% desde 2020.

A L'Oréal Brasil promoveu iniciativas como o "Tour pela Herança Africana", que educa os funcionários sobre a história da escravidão no Brasil. Zimet acredita que essa imersão cultural é fundamental para a empresa. A L'Oréal está se posicionando para um crescimento contínuo, com planos de expandir sua linha de produtos e aumentar sua presença no mercado. A união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a diversidade e a inclusão no setor de beleza.

Folha de São Paulo
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