O Grupo L’Oréal lançou o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, com dez normas antirracistas, apresentado por Lázaro Ramos, para transformar o varejo e combater o racismo. A iniciativa visa promover um mercado mais justo, abordando práticas discriminatórias e capacitando funcionários.

Na última terça-feira, 29 de abril, o Grupo L’Oréal no Brasil apresentou o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, uma iniciativa pioneira que estabelece dez normas para combater o racismo no varejo. O evento, realizado no Shopping Leblon, contou com a presença do ator Lázaro Ramos, que destacou a importância do código como um “chamado à construção de um mercado mais justo e equitativo”. As normas visam transformar a experiência de compra para consumidores negros, que frequentemente enfrentam discriminação.
Embora as diretrizes não tenham valor jurídico, a L’Oréal implementou-as como um protocolo interno desde janeiro, buscando autorregulamentação antirracista. Durante a apresentação, Lázaro Ramos leu relatos de consumidores negros que vivenciaram situações de racismo em lojas, enfatizando que “a experiência de compra não pode ser mais um trauma”. O artista pediu um basta a essas práticas, que muitas vezes são silenciosas e veladas.
O Código foi desenvolvido em colaboração com a Black Sisters in Law e se baseou em uma pesquisa que identificou 21 práticas racistas no mercado de beleza de luxo. Entre as normas propostas estão a capacitação antirracista para funcionários, prontidão no atendimento e regras para garantir o livre acesso e circulação de consumidores negros. A pesquisa, encomendada pela L’Oréal, rompe o silêncio sobre o racismo nesse setor.
Bianca Ferreira, head de Comunicação e Diversidade da L’Oréal Luxo, afirmou que não é necessário que as normas se tornem leis para que sejam implementadas. “Essas medidas estão ao alcance de qualquer empresa que deseje ser intencional no combate às práticas racistas”, destacou. O CEO do Grupo L’Oréal no Brasil, Marcelo Zimet, e a diretora-geral da Divisão de Luxo, Marina Torres, também participaram do evento, que incluiu um debate mediado por Lázaro Ramos.
O evento contou com a presença de diversas personalidades, incluindo a escritora Conceição Evaristo, que ressaltou a importância de discutir a estética negra em um contexto político. Ela afirmou que o corpo negro e mestiço ainda é tratado como “exceção” e que a estética não pode ser desvinculada da política em um país tão diverso como o Brasil.
Iniciativas como essa são fundamentais para promover a inclusão e a equidade no mercado. A sociedade civil pode desempenhar um papel crucial ao apoiar projetos que visem a transformação social e a valorização da diversidade. A união em torno de causas como essa pode fazer a diferença na luta contra o racismo e na promoção de um ambiente mais justo para todos.

Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos identifica 16 vítimas da ditadura enterradas em vala clandestina no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no Rio. Exumações e tecnologia genética visam trazer justiça.
O enfermeiro Vinícius Alves, doador frequente, visitou o Hemocentro de Brasília e conheceu as complexas etapas do processamento de sangue, ressaltando a importância dos profissionais envolvidos. A experiência destaca a necessidade de conscientização sobre a doação.

Vinicius Junior, atacante do Real Madrid, estreia como produtor no Festival de Cannes com o filme "Clarice Vê Estrelas", enquanto seu documentário "Baila, Vini" chega à Netflix em 15 de maio. A produção, que destaca sua luta contra o racismo, é uma parceria com Bruno Gagliasso e marca o início de um novo capítulo em seu ativismo social.

A jornalista Ana Paula Araújo lança o livro "Agressão", que investiga a violência de gênero no Brasil, com relatos impactantes de vítimas e profissionais. A obra entra em pré-venda e será apresentada na Bienal do Rio.

Menos de 2% das crianças da metade mais pobre do Brasil conseguirão ascender aos 10% mais ricos, segundo o novo Atlas da Mobilidade Social, evidenciando a baixa mobilidade social e a precariedade educacional.

O GSH Banco de Sangue de Brasília enfrenta uma crise, com estoques 75% abaixo do ideal, e faz um apelo urgente por doações, especialmente de sangue tipo O negativo, antes e após as férias. A queda nas doações é atribuída ao período de férias e ao aumento de doenças respiratórias. A entidade destaca que um simples gesto pode salvar vidas e pede que pessoas saudáveis compareçam para doar. O atendimento ocorre de segunda a sábado, e a doação é rápida e segura.