Uma executiva da área de educação reflete sobre a diferença entre ter "poder de lápis" e "poder de caneta", destacando a luta por autonomia nas decisões e a necessidade de validação por superiores. Essa dinâmica evidencia a persistente desigualdade de gênero e raça em posições de liderança.

Recentemente, uma executiva da área de educação compartilhou sua experiência sobre a diferença entre ter "poder de lápis" e "poder de caneta". Apesar de ocupar um cargo relevante e participar de reuniões decisivas, ela revelou que suas decisões frequentemente precisavam ser revisadas e validadas por superiores. Essa dinâmica, que ela chamou de "poder do lápis", ilustra a fragilidade da autonomia em posições de liderança, onde a caneta simboliza a capacidade de oficializar decisões.
A executiva destacou que, embora tenha avançado em sua carreira, ainda enfrenta um teto invisível que limita sua influência real. Ela enfatizou que, enquanto muitas mulheres, especialmente negras, indígenas e periféricas, conseguiram conquistar espaços de fala e liderança, a verdadeira autonomia ainda é uma luta constante. O lápis pode rascunhar ideias, mas é a caneta que efetivamente registra as escolhas que moldam o futuro.
Esse cenário revela a necessidade de questionar quem realmente detém o poder nas organizações. A executiva observou que, em muitos casos, as decisões finais são tomadas por pessoas que não compreendem as realidades enfrentadas por aqueles que escrevem a lápis. Essa desconexão pode levar à frustração e à internalização da ideia de que o poder da caneta não é acessível a todos.
Ela também mencionou que, com o tempo, algumas pessoas se sentem desmotivadas e desistem de lutar por mais autonomia. A reflexão sobre o papel do lápis e da caneta é crucial para entender as dinâmicas de poder e a necessidade de promover uma mudança real nas estruturas organizacionais. É fundamental que as vozes que representam experiências diversas sejam ouvidas e valorizadas.
Além disso, a executiva ressaltou a importância de não normalizar o "quase" e de não confundir a presença com a participação efetiva. A luta por um espaço onde todos possam ter o poder da caneta é essencial para garantir que as decisões reflitam a diversidade de perspectivas e experiências. Essa transformação é necessária para que as ideias que emergem do lápis possam ser reconhecidas e oficializadas.
Em um contexto onde a desigualdade de gênero e raça ainda persiste, é vital que a sociedade civil se una para apoiar iniciativas que promovam a autonomia e a liderança de grupos historicamente marginalizados. A mobilização em torno dessas questões pode ser um passo importante para garantir que mais pessoas tenham acesso ao poder de decisão e possam, de fato, assinar seu futuro.

Camila, aluna de 11 anos, enfrenta bullying severo, resultando em crises de ansiedade. Pesquisa do MEC revela que apenas 12% das escolas do DF não lidam com essa violência, evidenciando a gravidade do problema.

Nesta terça-feira (10/06), o Distrito Federal disponibiliza mais de 800 vagas de emprego, com 50 destinadas a pessoas com deficiência (PCD), sem exigência de experiência. As oportunidades abrangem diversas funções e salários variando de R$ 1.518 a R$ 2.520.

Seis adolescentes do projeto Talentos do Capão nadaram 27 quilômetros na travessia Rose Pitonof, em Nova York, vivenciando uma experiência única e inspiradora. A iniciativa, que promove a natação em águas abertas na periferia de São Paulo, destaca-se pela formação de jovens atletas e cidadãos.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) processou a BYD e duas empreiteiras por trabalho escravo, reivindicando R$ 257 milhões em indenizações e multas. A ação surge após a descoberta de 220 trabalhadores chineses em condições degradantes.

A UFRJ lançou um edital de cotas para pessoas trans, disponibilizando 24 vagas ociosas. O reitor Roberto Medronho enfatizou o compromisso da universidade com a inclusão e a diversidade.

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) propôs uma PEC para renomear a Câmara dos Deputados para "Câmara dos Deputados e das Deputadas", visando combater a invisibilidade feminina na política. A mudança, que reflete séculos de exclusão, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça antes de votação.