Mães em período de lactação podem sofrer com a nova "síndrome geniturinária da lactação", que apresenta sintomas semelhantes à menopausa, mas é frequentemente ignorada. A pesquisa destaca a urgência de tratamento e conscientização.

A "síndrome geniturinária da lactação" foi recentemente identificada como um conjunto de sintomas que afeta mães que amamentam, semelhante à síndrome geniturinária da menopausa. O termo foi introduzido em 2024, após uma revisão sistemática publicada no periódico Obstetrics & Gynecology. A pesquisa, liderada por Sara Perelmuter, estudante de medicina no Weill Cornell Medical College, revelou que muitos sintomas, como atrofia vaginal e disfunção sexual, são comuns durante o puerpério, mas frequentemente ignorados.
Os pesquisadores analisaram sessenta e cinco estudos e descobriram que a prevalência de atrofia vaginal entre mulheres em aleitamento materno chega a sessenta e três vírgula nove por cento. Além disso, essas mulheres têm uma probabilidade duas vírgula trinta e quatro vezes maior de apresentar esse sintoma em comparação com aquelas que não amamentam. A falta de reconhecimento e tratamento para esses sinais e sintomas é alarmante, com mais de setenta por cento das mulheres afetadas nunca buscando ajuda.
Durante a lactação, os altos níveis de prolactina inibem a produção de estrogênio e androgênio, resultando em sintomas debilitantes. Perelmuter destacou que a experiência fisiológica de mulheres amamentando é semelhante àquela vivida por mulheres na menopausa, mas ainda assim, o tema é pouco discutido. A falta de diretrizes terapêuticas e rastreamento sistemático nas consultas de puerpério contribui para o subdiagnóstico da síndrome.
As metanálises revelaram que a prevalência de dispareunia, dor durante a relação sexual, foi de sessenta por cento nos primeiros três meses após o parto, caindo para quase trinta por cento após um ano. A disfunção sexual também é alarmante, com setenta e três vírgula cinco por cento das mulheres apresentando problemas significativos. A média do Índice de Função Sexual Feminina indicou uma disfunção considerável, com pontuação de vinte e um vírgula cinco.
Os especialistas pedem uma mudança na abordagem médica, enfatizando a importância de questionar e tratar esses sintomas. A autora sugere que uma simples pergunta sobre ressecamento ou dor pode levar a intervenções que melhoram a qualidade de vida das mães. O Dr. Irwin Goldstein, um especialista em medicina sexual, também reforçou a necessidade de conscientização sobre a síndrome geniturinária da lactação e a importância de um tratamento adequado.
Essa nova compreensão sobre a síndrome geniturinária da lactação destaca a necessidade de um olhar mais atento às questões de saúde das mulheres no puerpério. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar das mães que amamentam, garantindo que suas necessidades sejam reconhecidas e tratadas adequadamente.

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Estudo da University of California, San Francisco revela que distúrbios de sono podem aumentar em até 2,6 anos a idade cerebral de pessoas a partir dos 40 anos, destacando a importância do sono para a saúde mental. Pesquisadores alertam que hábitos saudáveis de sono são essenciais para preservar a função cognitiva e prevenir o envelhecimento cerebral precoce.

Preta Gil compartilha sua luta contra o câncer, destacando a importância do apoio afetivo e da prevenção. A artista inspira muitos ao mostrar que a informação e o amor são fundamentais na batalha contra a doença.
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