O filme "Manas", de Marianna Brennand, aborda a exploração sexual infantil no Pará, destacando a vida de uma menina de 13 anos em um ambiente violento. A obra, premiada em Veneza, busca gerar empatia e conscientização.

O filme "Manas", dirigido por Marianna Brennand, aborda a exploração sexual infantil e chega aos cinemas após uma temporada bem-sucedida em mostras internacionais. A trama gira em torno de uma menina de treze anos chamada Marcielle, que enfrenta a violência e o abuso em um ambiente precário na Ilha do Marajó, no Pará. O filme foi premiado no Festival de Veneza, destacando-se pela sua abordagem direta e sensível a temas sociais complexos.
No início do filme, Marcielle menstrua pela primeira vez, um evento que simboliza sua transformação. Contudo, a narrativa rapidamente se distancia dos clichês típicos do gênero "coming of age". A infância de Marcielle é marcada por forças violentas que a cercam, e a diretora busca gerar empatia no espectador, evitando maniqueísmos e respeitando as nuances da realidade que retrata.
O filme retrata como a vida de Marcielle é afetada pela exploração sexual infantil, mostrando a naturalização do abuso nas conversas cotidianas. A diretora, Marianna Brennand, enfatiza a importância de abordar essa realidade dolorosa com delicadeza, evitando recriações cruas. A história é inspirada pelo trabalho da irmã Marie Henriqueta Cavalcante, que luta contra o tráfico humano e o abuso infantil no estado.
Embora a narrativa sugira a gravidade da situação, ela não expõe a realidade de forma explícita. Brennand optou por uma abordagem mais sutil, permitindo que o público compreenda a gravidade da situação ao longo do filme. A diretora destaca que a empatia é fundamental para conectar as pessoas e que a delicadeza foi um fio condutor durante todo o processo de criação.
O filme também critica as instituições que falharam em proteger as meninas, como o governo, a igreja e a escola. Brennand questiona quantas instâncias ignoraram os pedidos de ajuda das vítimas. A produção enfrentou desafios logísticos para filmar no Marajó, optando por locações próximas a Belém, e encontrou sua protagonista, Jamilli Correa, em meio a um processo de seleção rigoroso.
"Manas" é uma obra que não apenas entretém, mas também denuncia uma realidade alarmante. A união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que visem proteger e ajudar as vítimas de abuso. Projetos sociais e culturais que promovam a conscientização e a prevenção são essenciais para transformar essa realidade e garantir um futuro mais seguro para as crianças.

Câmara dos Deputados aprova o projeto "ECA Digital" para combater a exploração sexual de menores na internet, em resposta a denúncias do influenciador Felca sobre a adultização infantil e algoritmos. A proposta cria uma autoridade autônoma para fiscalização e estabelece regras rigorosas para plataformas digitais, visando proteger crianças e adolescentes de conteúdos prejudiciais.

A partir de 18 de agosto de 2025, a Caixa Econômica Federal iniciará o pagamento do Bolsa Família e do Auxílio Gás, com valor de R$ 108, priorizando regiões em emergência climática. Cerca de 19,2 milhões de famílias receberão o Bolsa Família e 5,1 milhões o Auxílio Gás, que visa aliviar o custo do gás de cozinha. O pagamento será antecipado em algumas áreas afetadas por desastres climáticos.

O Grupo Heineken lançou um Programa de Estágio remoto, exclusivo para universitários pretos e pardos, com bolsa de até R$ 1.850. As inscrições vão até 15 de julho e visam promover diversidade e inclusão.

O projeto Bienal nas Escolas promove encontros entre escritores e alunos de 10 a 15 anos, doando 100 livros a cada escola visitada. O tema deste ano é "Um Rio de Histórias", preparando o caminho para a Capital Mundial do Livro em 2025.

O Bolsa Família ampliará sua cobertura para incluir famílias em situação de rua e em risco alimentar, conforme a Portaria nº 1.907 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Essa ação visa combater desigualdades e garantir direitos básicos.

Djamila Ribeiro, filósofa e ativista, enfatizou a necessidade de reconhecer mulheres negras como protagonistas da história durante o Festival Pacto das Pretas em São Paulo. O evento, que reuniu mais de 700 pessoas, destacou a importância da diversidade e inclusão em ambientes corporativos, abordando também o racismo recreativo e a valorização das tradições afro-brasileiras.