Jovens expostos a conteúdos misóginos nas redes sociais enfrentam riscos de radicalização, como evidenciado por relatos de Lury Morais, que destaca a falta de referências positivas de masculinidade. A urgência de um diálogo emocional nas relações familiares é crucial para mitigar esses efeitos.
A discussão sobre a masculinidade tóxica e a influência de conteúdos misóginos nas redes sociais tem ganhado destaque, especialmente entre adolescentes. Recentemente, relatos de jovens, como Lury Morais, evidenciam a radicalização de meninos expostos a discursos de ódio online, ressaltando a necessidade urgente de referências masculinas positivas e de um diálogo emocional nas relações familiares.
Na série "Adolescência", um personagem chamado Eddie observa seu filho, Jamie, de treze anos, sendo impactado por conteúdos que ensinam como tratar mulheres e como ser "homem". O médico Felipe Fortes, especialista em saúde dos adolescentes, explica que o algoritmo das redes sociais direciona esse tipo de conteúdo a meninos, o que pode dessensibilizá-los em relação à violência e prejudicar sua formação emocional.
Lury Morais, que teve acesso a conteúdos machistas na adolescência, relata que muitos jovens participavam de grupos masculinos que promoviam discursos de ódio. Ele destaca que esses ambientes, inicialmente disfarçados de humor, podem levar a conteúdos mais explícitos e violentos. Ao perceber a gravidade da situação, Lury decidiu se afastar desses grupos, reconhecendo que não se identificava com o ideal de "homem alfa" que era promovido.
A falta de referências masculinas positivas é um fator que contribui para essa situação. Lury, que perdeu o pai aos sete anos, menciona que as figuras masculinas em sua vida não romperam com estereótipos de masculinidade. A série "Adolescência" também retrata a dificuldade de Eddie em criar vínculos afetivos com Jamie, que se sente desapontado com a ausência de apoio emocional do pai durante suas atividades esportivas.
Estudos indicam que muitos meninos sentem dúvidas sobre o amor paterno e carecem de referências masculinas saudáveis. A pesquisa "Meninos: sonhando os homens do futuro", do Instituto Papo de Homem, revela que seis em cada dez meninos não têm ou têm poucas referências positivas em suas rotinas. Essa carência pode levar a dificuldades de socialização e a uma relação distorcida com a afetividade, tanto com outros meninos quanto com meninas.
Para combater a radicalização, é fundamental que os homens assumam um papel ativo na paternidade e na formação emocional dos meninos. Expressar amor e permitir que eles explorem suas vulnerabilidades são passos essenciais. A construção de vínculos afetivos saudáveis pode ajudar a moldar uma nova geração de homens que não banalizam a violência e que se preocupam com suas emoções. A união da sociedade civil pode ser um caminho para promover projetos que ofereçam suporte e educação emocional a jovens, ajudando a prevenir a disseminação de discursos de ódio.
O Grupo Corpo, em sua nova coreografia "Piracema", utiliza 82 mil latas de sardinha para explorar a relação do homem com a natureza e a transformação, celebrando seus 50 anos de arte. A obra, que reflete a identidade brasileira, destaca a urgência de uma nova relação ecológica, unindo dança e música de forma inovadora.
Pesquisadores da Unicamp criaram um curativo líquido bioativo com PVP, romã e alecrim, que forma um filme protetor e inibe microrganismos, sendo sustentável e biocompatível. A tecnologia promete revolucionar o tratamento de feridas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma medida provisória para ampliar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde, contratando hospitais privados e criando novos cargos na Anvisa. A iniciativa visa reduzir as longas filas de espera, permitindo a troca de dívidas dos hospitais por serviços prestados ao SUS, com um teto de R$ 2 bilhões anuais.
A jornalista Ana Paula Araújo lança o livro "Agressão", que investiga a violência de gênero no Brasil, com relatos impactantes de vítimas e profissionais. A obra entra em pré-venda e será apresentada na Bienal do Rio.
GDF Mais Perto do Cidadão oferece serviços gratuitos no Gama, incluindo exames oftalmológicos e apoio a gestantes, promovendo dignidade e cidadania à população.
Projeto de lei no Senado propõe que a vontade de doação de órgãos prevaleça sobre a autorização familiar, visando aumentar as doações no Brasil, onde 42,4% das famílias recusam. A mudança pode respeitar a decisão do doador mesmo após a morte.