Milena, a primeira personagem negra de destaque da Turma da Mônica, protagoniza "Milena e o Pássaro Antigo", escrito por Eliana Alves Cruz, abordando ancestralidade e pertencimento. A obra reflete um avanço na representatividade e visibilidade de narrativas negras na literatura infantojuvenil.

Milena, a primeira personagem negra de destaque da Turma da Mônica, foi criada em 2016 e começou a aparecer oficialmente nos quadrinhos em 2018. Agora, ela protagoniza o livro "Milena e o Pássaro Antigo", escrito por Eliana Alves Cruz, que aborda temas de ancestralidade e pertencimento. A parceria entre a Editora Malê e a MSP Estúdios representa um avanço significativo na visibilidade de narrativas e personagens negros na literatura infantojuvenil brasileira.
Eliana Alves Cruz, que lançou obras reconhecidas como “Água de Barrela” e “O crime do Cais do Valongo”, destaca que a criação de Milena foi uma resposta às reivindicações de meninas que não se viam representadas nas histórias que liam. A autora afirma que a personagem surgiu em um momento histórico de maior inclusão de vozes negras na literatura, refletindo uma mudança na percepção sobre a infância de crianças negras no Brasil.
No enredo do livro, Milena embarca em uma jornada em busca de um raro Cuco-Esmeraldino, um pássaro com cores brasileiras, mas de origem africana. A narrativa explora temas como ancestralidade, pertencimento e reconexão familiar. A autora enfrentou o desafio de escrever dentro de um universo já consolidado, e a MSP Estúdios a apoiou na construção da personagem, que é descrita como uma menina de sete anos, confiante e apaixonada por futebol e animais.
Milena é apresentada como parte de uma família bem estruturada, com pais profissionais realizados e uma irmã que é vocalista de uma banda. Essa representação contrasta com a forma como famílias negras costumam ser retratadas na literatura e no audiovisual brasileiro. Eliana enfatiza que Milena é uma "personagem da vitória", simbolizando um novo olhar sobre a infância negra.
O criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, reconheceu a necessidade de um "trabalho maior" na criação de Milena, afirmando que sua presença era essencial há tempos. Ele também recorda que, em eventos passados, foi questionado sobre a falta de representatividade negra em suas histórias. A MSP Estúdios consultou diversas personalidades para garantir que a personagem fosse desenvolvida de maneira autêntica e respeitosa.
A divulgação de "Milena e o Pássaro Antigo" é apresentada como um compromisso da MSP Estúdios com histórias que ampliam o imaginário infantil. A diretora executiva da MSP, Marina Sousa, ressalta a importância de criar narrativas que reflitam a diversidade do público e inspirem novas gerações a se reconhecerem e se orgulharem de suas origens. Projetos como esse devem ser apoiados pela sociedade civil, pois podem impactar positivamente a representação e a inclusão de vozes diversas na literatura.

A Aneel deve aprovar mudanças na tarifa social de energia elétrica, com desconto integral para consumo de até 80 kWh/mês e novos benefícios para famílias com renda entre meio e um salário mínimo. As alterações visam ampliar o acesso a descontos e aliviar a conta de luz para consumidores de baixa renda, com implementação prevista para julho.

O projeto "Pratique Tênis em Pilares" cresce com a participação do padre Diogenes Araújo Soares, promovendo inclusão e acessibilidade ao esporte na Zona Norte do Rio, com mais de 80 alunos adultos. A iniciativa, que visa popularizar o tênis, reúne pessoas de diversas profissões e credos, sem exigência de uniforme ou raquete.

O Mapa da Desigualdade 2024 revela que Moema lidera em educação, saúde e segurança em São Paulo, enquanto Brasilândia apresenta os piores índices, evidenciando a persistente desigualdade na cidade.

O Festival de Parintins, que ocorre de 30 de junho a 2 de julho, traz uma competição inovadora entre os bois Caprichoso e Garantido na coleta de assinaturas para um projeto de lei em defesa da Amazônia. Os bois disputam prêmios em dinheiro e acessos VIP ao festival, enquanto buscam mobilizar apoio para a destinação de terras a comunidades indígenas e extrativistas. A iniciativa, que já conta com mais de 300 mil assinaturas, visa alcançar 1,5 milhão até julho.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado cobra redes sociais após morte de criança. Após a morte de uma menina de 8 anos, a Comissão de Direitos Humanos do Senado enviou ofício a plataformas digitais exigindo explicações sobre a disseminação de conteúdos prejudiciais. A criança faleceu ao participar de um desafio viral, inalando gás de aerossol. A senadora Damares Alves questiona as medidas de segurança adotadas pelas empresas e pede responsabilização dos autores do desafio. A senadora também se reunirá com representantes das plataformas para discutir ações preventivas.

O incêndio no Museu Nacional do Brasil gerou doações limitadas, totalizando R$ 1,1 milhão, enquanto a reconstrução custa R$ 100 milhões. O diretor, Alexander Kellner, clama por mais apoio financeiro.