Promotoria de Justiça de Panorama cobra explicações sobre a falta de repovoamento de peixes no Rio Paraná, após desativação da Estação de Piscicultura da Cesp em Castilho, que impacta a economia local.

A Promotoria de Justiça de Panorama, em São Paulo, enviou ofícios à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para esclarecer a ausência de repovoamento de peixes no Rio Paraná, que já dura mais de uma década. A solicitação ocorre após a desativação da Estação de Piscicultura da Companhia Energética de São Paulo (CESP), localizada em Castilho, que, segundo a Câmara Municipal de Paulicéia, está afetando a atividade pesqueira e a economia local.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) destacou que a inatividade da estação impacta negativamente o turismo de pesca na região. Em resposta, a Promotoria requisitou informações sobre o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, as obrigações de preservação da ictiofauna e as ações de monitoramento da fauna aquática no trecho paulista do Rio Paraná.
A CESP, em nota, defendeu a suspensão do programa de peixamento, alegando que estudos técnicos indicaram a falta de evidências sobre a eficácia do repovoamento e os riscos à conservação das espécies. O IBAMA acatou essa recomendação, que permanece válida até a conclusão de estudos complementares. A CESP também enfatizou seu compromisso com a conservação da ictiofauna, implementando ações voltadas à preservação dos habitats naturais dos peixes.
A CETESB informou que o empreendimento não é licenciado por seu órgão. O IBAMA, por sua vez, optou por não se pronunciar sobre o assunto no momento. A situação gerou preocupação entre pescadores locais, que relataram a escassez de espécies nativas e a presença de peixes exóticos, o que prejudica o ecossistema e a subsistência de quem vive da pesca na região.
Em junho, a Câmara Municipal de Paulicéia enviou ofícios a diversas instituições, incluindo o MPE-SP e a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, solicitando a fiscalização da Estação de Piscicultura. Os pescadores afirmam que a falta de soltura de alevinos nos últimos doze anos comprometeu a biodiversidade do Rio Paraná, afetando diretamente suas atividades econômicas.
Essa situação demanda atenção e ação da sociedade civil. A união de esforços pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem à recuperação do ecossistema aquático e à revitalização da atividade pesqueira na região. Projetos que promovam a conservação e o repovoamento de espécies nativas podem fazer a diferença na vida de muitos que dependem desse recurso.

GDF investe R$ 240 milhões em drenagem urbana, com 32 das 40 lagoas concluídas e o lançamento do Drenar DF, visando prevenir alagamentos e erosões na cidade.

Uma pesquisa em Maceió (AL) detectou microplásticos em placentas e cordões umbilicais de bebês, sendo a primeira na América Latina. O estudo revela riscos à saúde dos recém-nascidos e destaca a urgência de regulamentação sobre plásticos.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para incêndios florestais, elevando a punição de 2-4 anos para 3-6 anos, incluindo casos culposos. O texto agora segue para o Senado.

O Piauí lançará créditos de carbono para combater o desmatamento, com investimento de até R$ 20 milhões da Silvania e apoio técnico da Systemica, visando reduzir o desmatamento em 10% ao ano até 2030.

A doença da folha da faia, detectada em 2012, já devastou 30% das faias nativas nos EUA, levando a pesquisas sobre tratamentos e manejo, enquanto especialistas alertam para a urgência da situação.

Ibama promoveu treinamento para órgãos municipais do Rio de Janeiro sobre o Sinaflor, reforçando a obrigatoriedade do sistema após decisão do STF para combater a exploração florestal ilegal.