Ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes firmam acordo para discutir o licenciamento da BR-319, gerando preocupações sobre desmatamento e riscos ambientais na Amazônia. A proposta inclui ações para governança e proteção da região.

Os Ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes firmaram um acordo para reiniciar o debate sobre o licenciamento da rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. A pavimentação da estrada, que possui cerca de oitocentos e cinquenta quilômetros, tem gerado polêmicas e tensões políticas ao longo dos últimos governos. A ministra Marina Silva, em uma recente discussão no Senado, foi acusada de obstruir o desenvolvimento ao se opor à obra, que é vista como crucial para a conexão terrestre da capital amazonense com o restante do Brasil.
Pesquisadores alertam que a pavimentação pode resultar em uma "explosão" de desmatamento na região, além de aumentar o risco de novas pandemias. Em resposta, os ministérios estão elaborando um plano de ação que visa fortalecer a governança e promover atividades sustentáveis na área. O Ministério do Meio Ambiente destaca que a proposta considera a sensibilidade do território e busca soluções de curto, médio e longo prazo para mitigar os impactos ambientais.
O plano inclui a implementação de áreas protegidas, reconhecimento de territórios de comunidades tradicionais e estratégias de regularização ambiental. Além disso, o fortalecimento da fiscalização ambiental e do controle de incêndios também é uma prioridade. A expectativa é que, com a execução desse plano, seja possível reduzir o desmatamento e a grilagem de terras na região, permitindo a retomada do processo de licenciamento ambiental.
Uma licença prévia foi aprovada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em julho de dois mil e vinte e dois, mas não permite a execução das obras. O próximo passo seria a concessão de uma licença de instalação, que autorizaria o início das atividades, respeitando as condicionantes ambientais. O governo espera que a implementação do plano traga resultados concretos na redução dos impactos negativos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a obra, mas ambientalistas continuam preocupados com os riscos associados ao aumento do desmatamento na Amazônia. O pesquisador Lucas Ferrante, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), afirma que os impactos da pavimentação seriam catastróficos, podendo comprometer sistemas hídricos importantes, como o Cantareira, e liberar patógenos perigosos na região.
Em meio a esse cenário, a união da sociedade civil é fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção ambiental e a preservação da Amazônia. Projetos que promovam a sustentabilidade e a recuperação de áreas degradadas podem fazer a diferença e garantir um futuro mais seguro para a região e seus habitantes.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promove a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente de 6 a 9 de maio, reunindo 2.570 municípios e gerando 2.635 propostas para atualizar a Política Nacional sobre Mudança do Clima. A ministra Marina Silva enfatizou a importância da participação social e a urgência de enfrentar a emergência climática, destacando a necessidade de justiça ambiental e educação climática.

Moradores de Itaguaré, em Bertioga, reagem com repúdio à proposta do empresário Reuben Zaidan de transformar a praia em área de nudismo, defendendo a conservação e as ações de limpeza realizadas pela associação local.

Ministério Público Federal solicita a suspensão da construção de uma casa na Joatinga, devido à falta de licença do Iphan e ao corte ilegal de 16 árvores em área tombada. Moradores denunciam desmatamento.

A arara-canindé lidera a votação para ser a ave símbolo de Presidente Epitácio (SP) com 80% dos votos. A campanha, que visa fortalecer a identidade ambiental da cidade, segue até 1º de outubro de 2025.

Uma revisão sistemática de 2024 revela que microplásticos podem prejudicar a saúde reprodutiva, digestiva e respiratória, além de estarem ligados a doenças como câncer e demência. A pesquisa destaca a necessidade de reduzir a exposição a esses contaminantes.

A COP30, que ocorrerá em Belém entre 6 e 21 de novembro, enfrenta desafios com preços altos de hospedagem, levando o governo a buscar soluções acessíveis para as delegações. O evento, que deve reunir cerca de 50 mil pessoas, terá uma cúpula de chefes de Estado nos dias 6 e 7 de novembro. O embaixador André Corrêa do Lago reafirmou que Belém é o local ideal para a conferência, enquanto a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou os preços abusivos. O governo já disponibilizou mais de 53 mil leitos e uma plataforma com 2,7 mil quartos para atender as demandas, especialmente de países em desenvolvimento. Além disso, um calendário oficial com mais de 30 temas para discussão foi anunciado, visando promover a participação de diversos setores na busca por soluções climáticas.