Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, propõe reformulação no financiamento do SUS, sugerindo um modelo que remunere por resultados, começando pela terapia renal substitutiva. A mudança visa valorizar a qualidade do atendimento.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a necessidade de reformular o modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), propondo o fim da tabela SUS. Essa tabela, que estabelece valores fixos para serviços prestados, tem sido criticada por não incentivar a qualidade do atendimento. A proposta visa implementar um sistema que remunere os prestadores de serviços com base em desfechos e resultados, começando por um plano piloto na terapia renal substitutiva.
Atualmente, o SUS utiliza um modelo conhecido como fee for service, que paga igualmente por cada procedimento realizado. A mudança proposta busca valorizar a qualidade do atendimento, remunerando os profissionais de saúde pelo conjunto de ações que envolvem o acompanhamento do paciente, desde a admissão até a alta. Essa abordagem é vista como uma forma de premiar os melhores resultados e diferenciar os atendimentos.
A terapia renal substitutiva é um campo ideal para iniciar essa nova abordagem, uma vez que é regida por portarias que estabelecem metas e indicadores de qualidade. O setor de diálise, que abrange prevenção, tratamento dialítico e pré-transplante, facilita a fiscalização e análise de resultados. O modelo de captação (capitation) é sugerido para a fase de prevenção, onde um valor fixo é pago por pessoa cadastrada para serviços de saúde previamente contratados.
Na região de saúde Sul Matogrossense, por exemplo, existem três clínicas de diálise atendendo a uma população de 601 mil habitantes. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que haja 839 pacientes em estágio 4 de doença renal crônica. O acompanhamento multiprofissional, que deve ser mensal, é crucial para evitar internações de urgência e prolongar o tratamento conservador.
O modelo híbrido proposto sugere que as clínicas sejam remuneradas de forma prospectiva, com parte do pagamento baseado em indicadores de desempenho, como taxas de internação e mortalidade. Assim, as clínicas receberiam um valor fixo antecipadamente, complementado ao final do contrato com base nos resultados alcançados. Essa abordagem visa garantir uma remuneração justa e incentivar a qualidade no atendimento aos pacientes em diálise.
Com a implementação de um modelo de remuneração baseado em resultados, a qualidade de vida dos pacientes pode ser significativamente melhorada. Projetos que visam apoiar essa transformação no SUS devem ser incentivados pela sociedade civil, promovendo um sistema de saúde mais eficiente e humano.

O Governo do Distrito Federal estendeu até 9 de julho o credenciamento de clínicas e hospitais de oncologia, investindo R$ 14,5 milhões para acelerar o tratamento de pacientes com câncer. A medida busca reduzir a fila de espera e complementa ações anteriores, como a Deliberação nº 20, que estabelece uma tabela diferenciada para procedimentos oncológicos, com a maioria dos serviços seguindo os valores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até 2030, expiração de 1,5 mil patentes de medicamentos permitirá genéricos mais acessíveis, beneficiando consumidores e o SUS. Novo Nordisk busca extensão da patente da semaglutida, com decisão do STJ pendente.

Estudo da USP revela que consumo de oito doses ou mais de álcool por semana está associado a lesões cerebrais e aumento do risco de demência. Pesquisadores alertam para os danos à saúde cognitiva.

Novas diretrizes clínicas abordam o tratamento de diabetes em gestantes, destacando a importância dos cuidados pré-concepcionais para evitar desfechos negativos. A Dra. Jennifer A. Wyckoff enfatiza que a avaliação da intenção de engravidar deve ser rotina nas consultas médicas.

Estudo revela que a prática regular de exercícios físicos pode reduzir em 35% o risco de câncer de próstata e melhorar a qualidade de vida de pacientes. Exames regulares permanecem essenciais para a detecção precoce.

Médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo inovaram ao usar membrana amniótica como curativo para queimaduras, com recomendação do SUS para adoção em hospitais, aguardando regulamentação. Essa técnica, que acelera a cicatrização e reduz a dor, pode aumentar em até quatro vezes os estoques disponíveis do material.