Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel Otávio, busca justiça após a morte do filho em 2020, enquanto enfrenta racismo no Judiciário e luta por uma pena maior para a patroa Sarí Corte Real. O Tribunal de Justiça de Pernambuco negou o pedido de Mirtes para aumentar a pena de Sarí para 12 anos, enquanto a defesa recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mirtes, quase advogada, critica a seletividade do sistema judicial e busca reparação pela tragédia.

Mirtes Renata Santana de Souza, que perdeu seu filho em 2020, continua sua luta por justiça após a recente decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que negou o aumento da pena da patroa Sarí Corte Real para doze anos. O caso, que ganhou notoriedade, envolve a queda do menino de um elevador de serviço enquanto estava sob a responsabilidade de Sarí. Mirtes, que está se formando em Direito, critica a lentidão do Judiciário e alega racismo na forma como o caso é tratado.
O incidente ocorreu em junho de 2020, quando Mirtes levou seu filho ao trabalho devido ao fechamento das escolas durante a pandemia de Covid-19. Enquanto passeava com o cachorro da patroa, Miguel ficou sozinho no elevador e acabou caindo de uma altura de aproximadamente trinta e cinco metros. A tragédia gerou repercussão nacional e internacional, sendo denunciada à ONU como um caso de racismo sistêmico.
Após a condenação inicial de Sarí a oito anos e meio de prisão, a pena foi reduzida para sete anos em segunda instância. A defesa de Mirtes recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), buscando a pena máxima prevista para o crime de abandono de incapaz com resultado de morte. Mirtes expressa sua indignação com a desigualdade no tratamento de casos envolvendo crianças negras em comparação a crianças brancas, citando o caso de Henry Borel como exemplo.
Mirtes, que se tornou assessora parlamentar, transformou sua dor em ativismo. Ela busca não apenas justiça para seu filho, mas também melhorias nas condições de trabalho para empregadas domésticas. Sua formação em Direito foi motivada pela necessidade de entender melhor o sistema judicial e lutar contra a negligência que resultou na morte de Miguel.
Recentemente, o Tribunal de Justiça de Pernambuco negou o pedido de Mirtes para aumentar a pena de Sarí. No entanto, a Justiça excluiu do processo trechos que acusavam Mirtes e sua mãe de maus-tratos, o que foi considerado uma vitória parcial. Mirtes acredita que a influência da família de Sarí no Judiciário pernambucano contribui para a lentidão do processo.
A luta de Mirtes é um exemplo de resistência e busca por justiça em um sistema que muitas vezes falha em proteger os mais vulneráveis. Projetos que apoiam vítimas de tragédias como a dela são essenciais para promover mudanças sociais e garantir que outras mães não passem pelo mesmo sofrimento. A união da sociedade civil pode ser um passo importante para transformar essa realidade e apoiar causas que buscam justiça e igualdade.

Leonardo Giordano reassume a Câmara Municipal de Niterói, enquanto Júlia Pacheco volta à Secretaria das Culturas, focando em garantir recursos e novos espaços culturais. A mudança visa fortalecer a cultura na cidade.

A Prefeitura de Ribeirão Pires lança o Projeto Férias 2025, oferecendo atividades recreativas e esportivas gratuitas para jovens de seis a dezessete anos entre cinco e dezenove de julho. A iniciativa visa promover lazer, bem-estar e integração comunitária, com programação diversificada em vários locais da cidade.

O Ministério da Saúde lançou novos Projetos Referenciados para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), visando aprimorar as instalações e expandir os serviços de saúde mental no SUS. As melhorias incluem ambientes acolhedores e suporte contínuo para pessoas em sofrimento psíquico, com a expectativa de construir 300 novas unidades até 2025.

Um jovem revela sua luta interna ao se moldar às expectativas sociais, escondendo sua verdadeira identidade. Agora, ele busca autoconhecimento e aceitação, aprendendo que ser diferente é uma força, não uma fraqueza.

A libertação de MC Poze do Rodo marca um novo capítulo de resistência da juventude periférica, que desafia estereótipos e busca reconhecimento em um Brasil que se recusa a ser invisível. A trajetória do artista simboliza um movimento coletivo de empoderamento e construção de identidade, evidenciando a desigualdade e a violência enfrentadas nas favelas. A cobertura midiática, focada em humilhações, ignora a complexidade da realidade, enquanto a juventude se afirma como protagonista de sua própria história.

Prêmio Maria Lúcia Pereira suspende seleção para analisar projetos, incluindo cartilha polêmica sobre drogas. O Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), interrompeu a seleção pública do Prêmio Maria Lúcia Pereira, que visa reconhecer iniciativas inovadoras na política sobre drogas. A decisão foi motivada pela necessidade de avaliar os projetos submetidos, entre os quais se destaca uma cartilha que orienta jovens sobre como lidar com drogas durante abordagens policiais. A Senad esclareceu que não houve aprovação prévia dos trabalhos e reafirmou seu compromisso com a legalidade, afastando qualquer orientação que possa infringir as leis do país.