Impacto Social

Mulheres conquistam liderança na indústria do champanhe e desafiam normas patriarcais no setor de bebidas

Mulheres estão conquistando posições de liderança na indústria do champanhe, como Catherine Petit na Moët Hennessy, desafiando normas patriarcais e promovendo mudanças significativas no setor.

Atualizado em
August 2, 2025
Clock Icon
4
min
Catherine: saia-justa em restaurante no Oriente Médio e insubordinação de funcionários na Argentina (Divulgação/VEJA)

Apesar dos esforços para alcançar a igualdade de gênero no mercado de trabalho, a participação feminina ainda é inferior à masculina, especialmente em cargos de liderança. No entanto, a indústria de bebidas, em particular a do champanhe, está se destacando como uma exceção. Mulheres estão conquistando posições de destaque em grandes empresas do setor, como Julie Cavil, na Krug, e Séverine Frerson, que se tornou a primeira mulher a ocupar a função de chef de cave na Maison Perrier-Jouët em duzentos anos.

Catherine Petit, diretora-geral da Moët Hennessy no Brasil, é um exemplo dessa transformação. Com uma carreira que inclui a liderança de negócios na África e na Argentina, ela enfrenta desafios relacionados a normas patriarcais. Catherine compartilha experiências de resistência, como a recusa de consultores homens em aceitá-la como chefe e situações em que homens se opuseram a que ela pagasse contas durante reuniões.

Essas situações, embora mais raras, ainda ocorrem. Catherine menciona que homens de países muçulmanos, como o Líbano, têm dificuldades em negociar com mulheres. Apesar disso, ela se mostra otimista em relação ao ambiente de trabalho no Brasil, destacando a acolhida e a qualidade das relações. Contudo, ela observa que a cultura de curto prazo pode ser estressante para europeus, mas se adaptou a essa realidade.

No Brasil, o contrabando é um desafio maior do que as falsificações, que são mais comuns na África. Catherine relata que a alfândega brasileira está mais atenta e que a empresa tem investido em experiências exclusivas para consumidores, como eventos especiais. O Brasil já foi um dos dez maiores mercados consumidores da Champagne Veuve Clicquot e atualmente busca retomar essa posição.

Catherine Petit, natural de Toulouse, França, tem uma trajetória marcada pela paixão por vinhos e champanhes. Ela também valoriza os espumantes brasileiros, considerando a Chandon do Brasil superior a muitos champanhes internacionais. A empresa tem se adaptado a novas demandas, como bebidas menos alcoólicas, exemplificadas pelo Chandon Garden Spritz, elaborado com ingredientes orgânicos.

Como mãe solo, Catherine criou seu filho com dedicação, equilibrando sua carreira e a maternidade. Ela é entusiasta do projeto Bold Woman Award, que homenageia mulheres empreendedoras. A força e determinação de Catherine refletem a história de mulheres que, como Madame Clicquot, romperam barreiras no setor. A união em torno de iniciativas que promovem a igualdade de gênero e o empoderamento feminino pode ser um passo importante para transformar ainda mais o cenário atual.

Leia mais

Canoagem transforma vidas de sobreviventes do câncer de mama em equipe de dragon boat no Brasil
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Canoagem transforma vidas de sobreviventes do câncer de mama em equipe de dragon boat no Brasil
News Card

O Canomama, equipe de canoagem em dragon boat formada por sobreviventes do câncer de mama, promove reabilitação e apoio emocional. Novas remadoras, como Francinélia Soares e Maria de Souza, encontram força e significado no esporte.

"Atuação de Ingrid Gaigher em Vale Tudo gera aumento de 270 mil acessos à Defensoria Pública sobre pensão alimentícia"
Impacto Social
Clock Icon
3
min
"Atuação de Ingrid Gaigher em Vale Tudo gera aumento de 270 mil acessos à Defensoria Pública sobre pensão alimentícia"
News Card

Ingrid Gaigher, em sua segunda novela, "Vale Tudo", impacta a sociedade ao retratar a luta por pensão alimentícia, resultando em 270 mil acessos ao aplicativo da Defensoria Pública em uma hora. A atriz expressou sua emoção com a repercussão e destacou a relevância das questões sociais abordadas na trama, como a maternidade solo e o papel da mulher na sociedade contemporânea.

Desigualdade e reparação: obras que revelam a história da exploração da população negra e suas consequências atuais
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Desigualdade e reparação: obras que revelam a história da exploração da população negra e suas consequências atuais
News Card

Patricia Xavier lança "Céu azul é tempestade", um livro que discute a exploração da mão de obra negra e propõe reparações financeiras para reduzir desigualdades históricas. A obra fundamenta a luta por justiça social.

Câmara dos Deputados adia votação de projeto que protege crianças e adolescentes na internet
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Câmara dos Deputados adia votação de projeto que protege crianças e adolescentes na internet
News Card

A tramitação do PL 2628/2022, que visa proteger crianças e adolescentes na internet, foi paralisada devido a um motim de bolsonaristas na Câmara dos Deputados. O projeto, que estabelece deveres para plataformas digitais, aguarda votação.

Mulheres em destaque na Bienal do Livro 2025: lançamentos abordam autismo, inclusão e superação
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Mulheres em destaque na Bienal do Livro 2025: lançamentos abordam autismo, inclusão e superação
News Card

Na Bienal do Livro 2025, o Dia do Orgulho Autista é celebrado com lançamentos de obras sobre autismo e inclusão, destacando autoras como Fernanda Fialho e eventos que promovem a conscientização. A diversidade e a luta por inclusão ganham voz em debates e lançamentos, refletindo a importância de abordar temas como saúde mental e superação.

Testamento vital: documento garante autonomia em decisões de fim de vida e respeita desejos do paciente
Impacto Social
Clock Icon
4
min
Testamento vital: documento garante autonomia em decisões de fim de vida e respeita desejos do paciente
News Card

A crescente importância do testamento vital no Brasil é evidenciada por casos em que a vontade do paciente foi respeitada, apesar da falta de legislação específica. A advogada Luciana Dadalto e médicos destacam a necessidade de orientação profissional para sua elaboração.