Impacto Social

Mulheres empreendedoras brilham no BRICS Women's Startups Contest com inovações no setor tecnológico e agrícola

A CEO da Dana Agro, Dana Meschede, foi premiada no BRICS Women's Startups Contest por desenvolver o primeiro bio herbicida do Brasil, destacando a inovação feminina no setor agrícola. O evento, que reconheceu 18 empreendedoras, visa valorizar a presença feminina em áreas tecnológicas.

Atualizado em
July 7, 2025
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<strong>Empreendedoras brasileiras: metade das vencedoras no BRICS Women's Startup Contest 2025</strong>

A CEO da Dana Agro, Dana Meschede, foi premiada no BRICS Women's Startups Contest, realizado no dia 5 de agosto no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Ela se destacou entre mais de mil mulheres com sua startup, que desenvolve o primeiro bio herbicida do Brasil, uma inovação que visa reduzir o uso de pesticidas no meio ambiente. Meschede, que se formou em Agronomia em 1996, enfrentou um ambiente predominantemente masculino ao longo de sua carreira, onde a presença feminina é escassa.

Durante sua trajetória, Meschede se especializou na área de plantas daninhas, onde frequentemente era a única mulher em eventos do setor. Ela destacou que, para ser aceita, uma mulher no agro precisa ser "três vezes melhor". O reconhecimento no concurso, que premiou 18 mulheres em seis categorias, ressalta a força do empreendedorismo feminino no Brasil, especialmente em áreas tecnológicas.

O evento, organizado pelo Sebrae em parceria com a Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS (WBA), contou com a presença de autoridades, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Margarete Coelho, diretora do Sebrae Nacional, enfatizou a importância de dar visibilidade às mulheres na tecnologia, um campo ainda hostil para elas. O prêmio de Meschede foi na categoria de Agricultura e Segurança Alimentar.

Além de Meschede, outras brasileiras também foram premiadas, como Nina Silva, que atua na área de Educação. Silva, CEO do Movimento Black Money & D'Black Bank, busca fortalecer a economia da comunidade negra. Ela ressaltou que seu prêmio é um reconhecimento de um trabalho coletivo em prol da inclusão e educação no Brasil.

A premiação também destacou Pamella Faustina Campos, de Minas Gerais, que desenvolveu um software industrial que ajuda a evitar erros de processo, resultando em economias significativas para seus clientes. A gerente de empreendedorismo feminino do Sebrae, Geórgia Nunes, comentou que muitas mulheres empreendem por necessidade, especialmente após a maternidade, e que é fundamental orientá-las para que vejam o potencial de seus negócios.

Iniciativas como essas devem ser apoiadas pela sociedade civil, pois elas não apenas promovem a inclusão, mas também geram impacto positivo nas comunidades. O reconhecimento do trabalho de mulheres empreendedoras é um passo importante para a transformação social, e a união pode ajudar a fortalecer esses projetos inovadores e essenciais para o futuro.

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