Impacto Social

Museu Nacional reabre com meteorito Bendegó e fóssil de baleia após incêndio devastador em 2018

Museu Nacional reabre parcialmente após incêndio devastador em 2018, destacando o meteorito Bendegó e o esqueleto de uma baleia cachalote. A exposição temporária "Entre Gigantes" ficará disponível até 31 de agosto.

Atualizado em
July 4, 2025
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Um dos destaques é o esqueleto de uma baleia cachalote, com 15,7 metros de comprimento, a maior em exposição na América Latina. Foto: Pedro Kirilos/Estadão

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reabriu parcialmente em 2 de agosto de 2023, após o incêndio devastador de 2018 que destruiu grande parte de sua estrutura e acervo. A reabertura marca um momento significativo, com três salas disponíveis ao público, incluindo o hall de entrada e ambientes adjacentes. A exposição temporária, intitulada "Entre Gigantes", destaca o meteorito Bendegó, o esqueleto de uma baleia cachalote e um afresco restaurado da coleção da Imperatriz Tereza Cristina.

O meteorito Bendegó, com mais de cinco toneladas, é o maior já encontrado no Brasil e sobreviveu ao incêndio. Composto principalmente de ferro e níquel, ele foi descoberto na Bahia em 1784. O esqueleto da baleia cachalote, com 15,7 metros de comprimento, é o maior em exibição na América Latina e foi adquirido após o incêndio. A peça está suspensa perto da nova claraboia do museu, que foi instalada durante a reforma.

Outra atração é o afresco "Dragão e Dois Golfinhos", que foi encontrado fragmentado em 156 partes após o incêndio e enviado para restauração na Itália. A sala também exibe outras peças recuperadas das cinzas, evidenciando os esforços para reerguer o museu. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, destacou a importância da exposição para mostrar a resiliência dos trabalhadores e a relevância científica do acervo.

A gerente executiva do projeto Museu Nacional Vive, Lucia Basto, ressaltou que a reabertura é uma oportunidade para discutir as conquistas e desafios da reconstrução. Além da nova claraboia, os visitantes poderão apreciar elementos artísticos que estavam ocultos antes do incêndio. Fundado em 1818, o Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil e já abrigou mais de 20 milhões de peças.

Atualmente, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela gestão do museu, estima que ainda faltam R$ 170 milhões dos R$ 500 milhões necessários para concluir as obras de reconstrução. O Ministério da Educação e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já financiaram parte das obras. A reabertura total do museu não deve ocorrer antes de 2027.

O retorno do Museu Nacional é um convite à sociedade para apoiar iniciativas que visem a preservação do patrimônio cultural e científico. A união em torno de projetos que promovam a recuperação e valorização de espaços como este é fundamental para garantir que a história e a ciência continuem acessíveis a todos.

Estadão
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