A nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) recomenda iniciar tratamento farmacológico para pacientes com IMC acima de 27, priorizando a adesão ao tratamento. O documento, apresentado no XXI Congresso Brasileiro de Obesidade, sugere o uso de medicamentos de alta potência, como semaglutida e tizerpatida, e destaca a importância de considerar comorbidades. A abordagem holística do tratamento visa não apenas a perda de peso, mas também a melhoria da qualidade de vida e a remissão de doenças associadas.

Uma nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) propõe mudanças significativas no tratamento da obesidade. Agora, pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 27 kg/m², especialmente aqueles com comorbidades, podem iniciar o tratamento farmacológico imediatamente, ao invés de apenas mudanças no estilo de vida. Essa abordagem visa oferecer um suporte mais eficaz e rápido para aqueles que lutam contra a obesidade.
O vice-presidente da Abeso, Bruno Halpern, destacou que muitos pacientes passam anos tentando emagrecer sem sucesso. O estudo ACTION revelou que, em média, um indivíduo busca ajuda médica por seis anos antes de receber tratamento adequado. A nova diretriz, apresentada no XXI Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, enfatiza a importância de ouvir o paciente e considerar o uso de medicamentos desde o início do tratamento.
Embora o IMC tenha sido criticado como uma métrica inadequada para diagnosticar obesidade, a Abeso justifica seu uso devido à sua ampla aplicação em estudos clínicos. A diretriz sugere que, quando possível, o tratamento farmacológico comece com medicamentos de alta potência, como a semaglutida e a tizerpatida, que têm mostrado resultados promissores. No entanto, o acesso a esses medicamentos ainda é limitado no Brasil, com custos que podem ultrapassar R$ 2 mil por mês.
Além disso, a diretriz recomenda que os médicos considerem associações de medicamentos, visto que a obesidade é uma condição crônica que requer tratamento contínuo. A perda de peso de pelo menos 10% é considerada uma meta realista, com benefícios significativos já observados em reduções menores. A abordagem holística do tratamento busca não apenas a perda de peso, mas também a melhora da qualidade de vida e a remissão de doenças associadas.
Os médicos ressaltam que a mudança de estilo de vida continua sendo fundamental, mas a nova diretriz sugere que o foco deve ser na composição nutricional, ao invés de contar calorias. A adesão do paciente ao tratamento é crucial, e os profissionais devem trabalhar em parceria com eles para garantir que se sintam confortáveis e motivados.
Essa nova abordagem no tratamento da obesidade pode inspirar iniciativas que visem apoiar pacientes em sua jornada de emagrecimento e saúde. Projetos que promovam acesso a tratamentos e educação nutricional são essenciais para ajudar aqueles que enfrentam essa condição, e a união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida de muitos.

O Ministério da Saúde lançou o programa Agora Tem Especialistas, com 1.700 vagas para médicos, visando reduzir a espera por atendimentos no SUS e aprimorar a formação profissional. As inscrições vão até 28 de julho.

Estudo revela que o consumo diário de feijão preto e grão-de-bico reduz inflamações e colesterol em pessoas com pré-diabetes, destacando seu papel na prevenção de doenças crônicas. Pesquisadores recomendam sua inclusão nas refeições.

A pneumonia silenciosa, causada por Mycoplasma sp. e Chlamydophila sp., preocupa médicos e pais, com aumento de internações e mortes no Brasil em 2024. Vigilância e atenção são essenciais.

Estudos recentes indicam que a prevenção da demência deve começar na infância, pois fatores de risco se desenvolvem cedo. A abordagem deve ser coordenada e focar em ambientes saudáveis e educação.

Novas diretrizes clínicas abordam o tratamento de diabetes em gestantes, destacando a importância dos cuidados pré-concepcionais para evitar desfechos negativos. A Dra. Jennifer A. Wyckoff enfatiza que a avaliação da intenção de engravidar deve ser rotina nas consultas médicas.

Dra. Louise De Brot e Dr. Eduardo Batista Candido alertam sobre a necessidade de um rastreio mais direcionado para cânceres ginecológicos, evitando exames desnecessários que podem causar danos às pacientes.