Obra no 2º Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros na Praia da Barra gera controvérsia. A construção de uma piscina semiolímpica de R$ 15 milhões levanta preocupações ambientais e denúncias ao Ministério Público.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento anunciou que a reforma em andamento no 2º Grupamento Marítimo (2º GMar) do Corpo de Bombeiros, localizado na Praia da Barra, é uma atualização de uma estrutura existente desde a década de 1970. A obra foi aprovada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, segundo a pasta, não amplia a área construída nem remove vegetação de restinga, respeitando a legislação vigente.
No entanto, a construção de uma piscina semiolímpica para treinamento de salva-vidas, orçada em R$ 15 milhões, gerou controvérsia. Ambientalistas expressam preocupações sobre a localização e a real necessidade da piscina, uma vez que os guarda-vidas costumam utilizar o mar para treinamento. A obra está sendo realizada em uma área sob jurisdição da Área de Proteção Ambiental (APA) da Orla Marítima, onde outras estruturas foram danificadas por ressacas.
Um muro de contenção de aproximadamente dois metros de altura está sendo erguido, o que, segundo críticos, compromete a conexão ecológica entre a restinga e o mar. A arquiteta Isabelle de Loys, especialista em arquitetura sustentável, argumenta que a obra ignora o histórico de ressacas na região e pode representar um desperdício de recursos públicos, especialmente diante das mudanças climáticas.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) defende a construção, afirmando que a piscina é essencial para a capacitação contínua dos salva-vidas, já que o 2º GMar é a base do Curso de Salvamento Marítimo da corporação. A corporação assegura que todos os trâmites legais foram seguidos e que a Licença Municipal de Instalação foi emitida em 8 de maio de 2025.
O valor total da obra é de R$ 14.592.068,69, incluindo a construção da piscina, do muro de contenção e serviços de reforma e ampliação da estrutura do 2º GMar. Apesar das explicações do CBMERJ, a polêmica persiste, e uma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, questionando a escolha do local e a necessidade da piscina.
O Ministério Público Federal, até o momento, não se manifestou sobre o caso, e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não respondeu ao contato da reportagem. Em situações como essa, a mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que respeitem o meio ambiente e promovam a segurança pública, garantindo que recursos sejam utilizados de forma consciente e sustentável.

A Toyota apresenta na Agrishow um protótipo funcional da picape Hilux movida a biometano, destacando a redução de até 90% nas emissões de carbono. O veículo, desenvolvido para atender a demanda de agricultores, ainda está em fase de testes e não tem data de lançamento definida.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promove a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente de 6 a 9 de maio, reunindo 2.570 municípios e gerando 2.635 propostas para atualizar a Política Nacional sobre Mudança do Clima. A ministra Marina Silva enfatizou a importância da participação social e a urgência de enfrentar a emergência climática, destacando a necessidade de justiça ambiental e educação climática.

Uma onça-parda foi avistada em Cascavel, Paraná, e fugiu para a mata após se assustar com um caseiro. O incidente destaca o aumento de avistamentos urbanos da espécie, que busca alimento em áreas desmatadas.

O seminário "Agroindústria Sustentável" será realizado em 23 de julho, em São Paulo, com foco em práticas sustentáveis e desafios da agricultura familiar no Brasil. Especialistas discutirão soluções para o semiárido nordestino e a importância dos pequenos produtores.

Técnicas de manejo podem acelerar em até 13 anos o corte de árvores nativas, aumentando a produtividade da restauração florestal no Brasil, segundo pesquisa liderada por Pedro Medrado Krainovic. Essa abordagem visa atrair proprietários rurais e reduzir a pressão sobre biomas como a Amazônia, contribuindo para a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

O governo brasileiro anunciou o segundo leilão do Eco Invest, com expectativa de arrecadar até R$ 11 bilhões para recuperar um milhão de hectares de áreas degradadas. O foco será na Amazônia e em projetos sustentáveis.