Meio Ambiente

Obra de R$ 15 milhões no Corpo de Bombeiros gera polêmica e questionamentos sobre impacto ambiental na Praia da Barra

Obra no 2º Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros na Praia da Barra gera controvérsia. A construção de uma piscina semiolímpica de R$ 15 milhões levanta preocupações ambientais e denúncias ao Ministério Público.

Atualizado em
July 15, 2025
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Obra de R$ 15 milhões do Corpo de Bombeiros prevê piscina semiolímpico e muro na Praia da Barra — Foto: Custodio Coimbra

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento anunciou que a reforma em andamento no 2º Grupamento Marítimo (2º GMar) do Corpo de Bombeiros, localizado na Praia da Barra, é uma atualização de uma estrutura existente desde a década de 1970. A obra foi aprovada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, segundo a pasta, não amplia a área construída nem remove vegetação de restinga, respeitando a legislação vigente.

No entanto, a construção de uma piscina semiolímpica para treinamento de salva-vidas, orçada em R$ 15 milhões, gerou controvérsia. Ambientalistas expressam preocupações sobre a localização e a real necessidade da piscina, uma vez que os guarda-vidas costumam utilizar o mar para treinamento. A obra está sendo realizada em uma área sob jurisdição da Área de Proteção Ambiental (APA) da Orla Marítima, onde outras estruturas foram danificadas por ressacas.

Um muro de contenção de aproximadamente dois metros de altura está sendo erguido, o que, segundo críticos, compromete a conexão ecológica entre a restinga e o mar. A arquiteta Isabelle de Loys, especialista em arquitetura sustentável, argumenta que a obra ignora o histórico de ressacas na região e pode representar um desperdício de recursos públicos, especialmente diante das mudanças climáticas.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) defende a construção, afirmando que a piscina é essencial para a capacitação contínua dos salva-vidas, já que o 2º GMar é a base do Curso de Salvamento Marítimo da corporação. A corporação assegura que todos os trâmites legais foram seguidos e que a Licença Municipal de Instalação foi emitida em 8 de maio de 2025.

O valor total da obra é de R$ 14.592.068,69, incluindo a construção da piscina, do muro de contenção e serviços de reforma e ampliação da estrutura do 2º GMar. Apesar das explicações do CBMERJ, a polêmica persiste, e uma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, questionando a escolha do local e a necessidade da piscina.

O Ministério Público Federal, até o momento, não se manifestou sobre o caso, e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não respondeu ao contato da reportagem. Em situações como essa, a mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que respeitem o meio ambiente e promovam a segurança pública, garantindo que recursos sejam utilizados de forma consciente e sustentável.

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