Até 2030, expiração de 1,5 mil patentes de medicamentos permitirá genéricos mais acessíveis, beneficiando consumidores e o SUS. Novo Nordisk busca extensão da patente da semaglutida, com decisão do STJ pendente.

Até 2030, aproximadamente 1,5 mil patentes de medicamentos expirarão, permitindo a produção de genéricos e similares com preços até 35% mais baixos. Esses medicamentos abrangem tratamentos para 186 doenças, como câncer e diabetes, além de antibióticos e analgésicos. A ampliação da oferta e a concorrência com os genéricos podem aliviar os custos para os consumidores e o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta um gasto significativo com medicamentos.
Um foco de atenção é a patente da semaglutida, utilizada em canetas de emagrecimento. A Novo Nordisk, fabricante dos produtos Ozempic e Wegovy, tem sua patente expirada prevista para 20 de março de 2026, mas busca uma extensão da proteção. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir sobre o pedido, enquanto outras farmacêuticas se preparam para lançar genéricos.
A Novo Nordisk argumenta que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) levou 13 anos para analisar a patente, resultando em apenas sete anos de proteção efetiva. O pedido de extensão foi negado em instâncias anteriores, e um novo recurso aguarda julgamento. O sócio do escritório Pinheiro Neto, José Mauro Machado, explica que a legislação permite extensão em casos de demora na concessão, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou essa possibilidade inconstitucional.
A discussão sobre a extensão da patente pode retornar ao STF, o que poderia estabelecer uma nova tese. A Novo Nordisk defende que, em outros países, há mecanismos para ajustar a validade da patente em casos de atraso. A situação é complexa, pois a demora na análise de pedidos é um problema crônico do INPI, que busca autonomia financeira para melhorar a eficiência.
Com a expiração de 1,5 mil patentes, a indústria farmacêutica no Brasil pode aumentar em 20% a comercialização de genéricos, que atualmente somam 4,6 mil. As patentes pertencem a cerca de 400 farmacêuticas, principalmente americanas e europeias. O governo e as empresas estão mapeando substâncias estratégicas para direcionar investimentos em pesquisa e produção local, visando reduzir a dependência de medicamentos importados.
O setor farmacêutico espera um crescimento anual de cerca de 10% nos próximos anos, impulsionado pela ampliação da oferta de genéricos. O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina), Andrey Vilas Boas de Freitas, destaca que a identificação de patentes a vencer pode guiar investimentos e aliviar os custos do SUS, que gasta R$ 20 bilhões anuais com medicamentos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a produção local e a redução de custos para todos.

Cerca de 30% da população adulta brasileira enfrenta hipertensão, conforme dados de 2023 da Vigitel. A condição, que aumenta o risco de AVC, é influenciada por hábitos alimentares, especialmente o consumo excessivo de sódio e açúcar. Alimentos industrializados e bebidas alcoólicas são os principais vilões. Para controlar a pressão arterial, recomenda-se a inclusão de potássio e alimentos naturais na dieta.

A fabricante Novo Nordisk anunciou a redução de até 19,6% nos preços dos medicamentos Wegovy e Ozempic no Brasil, visando aumentar o acesso e combater falsificações. A medida surge em meio ao aumento da demanda e de crimes relacionados.

A Fundação Pró-Sangue anunciou que o estoque de sangue tipo O negativo está zerado, o que pode levar ao cancelamento de cirurgias na próxima semana. Outros tipos sanguíneos também estão em níveis críticos. Doações poderão ser feitas durante o feriado, com três postos abertos na segunda-feira, dia 21. O agendamento deve ser realizado pelo site da fundação.

Entre 14 e 25 de abril, escolas públicas atualizarão a caderneta de vacinação de 27,8 milhões de alunos, visando vacinar 90% dos estudantes menores de 15 anos. O Ministério da Saúde investiu R$ 150 milhões.

Um estudo internacional indica que um programa de exercícios pode reduzir em um terço o risco de morte em pacientes com câncer colorretal. Especialistas acreditam que isso pode transformar o tratamento da doença.

Estudo da Cleveland Clinic revela que jovens com câncer colorretal apresentam altos níveis de metabólitos da carne vermelha, indicando uma relação entre dieta e a doença. A pesquisa destaca a importância de hábitos alimentares saudáveis na prevenção.