Pinheiros, em São Paulo, captou mais recursos da Lei Rouanet que as regiões Norte e Nordeste juntas entre 2014 e 2023, evidenciando a desigualdade na distribuição de verbas culturais. A pesquisa do Observatório Ibira e da Universidade Federal do ABC revela que 90% da captação ocorreu em bairros nobres, enquanto áreas periféricas ficaram com valores irrisórios ou nulos.

Pinheiros, um bairro de São Paulo, se destaca pela concentração de recursos da Lei Rouanet, captando mais do que as regiões Norte e Nordeste juntas entre dois mil quatorze e dois mil e vinte e três. A pesquisa, realizada pelo Observatório Ibira 30 e pela Universidade Federal do ABC, revela que a capital paulista arrecadou cerca de R$ 985 milhões, superando os R$ 840 milhões das outras regiões do Brasil. Essa disparidade evidencia a desigualdade na distribuição de recursos culturais na cidade.
O estudo identificou que noventa por cento da captação ocorreu em bairros do centro expandido, como Pinheiros, Jardim Paulista e Consolação. Os dez distritos que mais arrecadaram em São Paulo foram responsáveis por sessenta e um vírgula um por cento do total. Em contraste, bairros da periferia, como Cidade Tiradentes e Capão Redondo, apresentaram captação per capita extremamente baixa, com valores que chegam a apenas R$ 12.
Allan Dantas, coordenador da pesquisa, destacou que a maioria dos projetos culturais geridos por entidades do centro não necessariamente beneficia a periferia, pois a decisão sobre os produtos culturais é tomada por pessoas de bairros nobres. Marcelo Zarzuela, do Bloco do Beco, enfatizou que a pesquisa começou a partir de uma conversa informal, revelando que a situação é ainda mais crítica do que imaginavam.
A advogada especializada em cultura, Aline Akemi Freitas, mencionou que o Ministério da Cultura tem tentado promover a desconcentração de recursos por meio de programas como Rouanet das Favelas e Rouanet do Nordeste. No entanto, a natureza do incentivo fiscal da Lei Rouanet favorece interesses do mercado, dificultando a equidade na distribuição de recursos.
Freitas também apontou que a Lei Rouanet, criada há mais de trinta anos, possui três mecanismos de financiamento, mas apenas um se consolidou. O Fundo Nacional de Cultura, que deveria equilibrar a balança, sofreu cortes orçamentários significativos, dificultando a promoção de projetos em áreas menos favorecidas.
Com a recente redução de oitenta e quatro por cento no orçamento da Política Nacional Aldir Blanc, a situação se torna ainda mais preocupante. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas culturais que busquem reverter essa desigualdade. Projetos que visam promover a cultura nas periferias precisam de apoio para que vozes diversas sejam ouvidas e valorizadas.

Taís Araújo, a primeira Helena negra de Manoel Carlos, enfrentou críticas intensas em "Viver a Vida" (2009), mas transformou essa experiência em um marco de empoderamento para muitas mulheres. Em entrevista ao Fantástico, a atriz relembrou o impacto emocional das críticas e a importância de sua negritude na carreira, destacando como a rejeição à personagem a levou a uma nova fase artística.

Os pagamentos do Bolsa Família de maio de 2025 começaram no dia 19 e vão até o dia 30, com repasses conforme o final do NIS. O programa exige cumprimento de requisitos de saúde e educação.

Os pagamentos do Bolsa Família de maio de 2025 iniciam hoje, 19, e vão até 30 de maio, seguindo um cronograma baseado no final do NIS dos beneficiários. A Caixa Econômica Federal realiza os depósitos.

Célia Leão, ex-deputada e defensora dos direitos das pessoas com deficiência, foi impedida de embarcar em voo da GOL por causa de sua almofada ortopédica, gerando protestos e atrasos. Após ser retirada do avião em Buenos Aires, Célia e seu marido conseguiram autorização para usar a almofada, mas chegaram a Guarulhos mais de 28 horas depois do previsto. Ela denunciou a situação como inaceitável para pessoas com deficiência.

Ator Alan Rocha denuncia agressão racial contra seu filho em escola do Rio. O artista pede ações educativas e destaca apoio dos colegas.

A Defensoria Pública do Estado do Rio denunciou a Prefeitura por retirar pertences de pessoas em situação de rua sem oferecer acolhimento, desrespeitando decisões judiciais. A ação gerou críticas sobre a dignidade e a falta de vagas em abrigos.