Impacto Social

Prefeitura de Niterói lança programa Fila Zero para reduzir tempo de espera por exames no SUS

Prefeitura de Niterói lança o programa Fila Zero para reduzir o tempo de espera por exames no SUS de dez meses para dez dias, gerando críticas sobre a priorização de investimentos em entidades privadas.

Atualizado em
June 15, 2025
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Atualmente, a rede municipal de Niterói recebe cerca de 8.700 pedidos mensais de exames em casos preventivos — Foto: Divulgação

A prefeitura de Niterói anunciou a aprovação do programa Fila Zero, que tem como objetivo reduzir o tempo de espera para exames no Sistema Único de Saúde (SUS) de dez meses para dez dias. A iniciativa, que envolve a contratação de entidades privadas e sem fins lucrativos, foi aprovada na Câmara dos Vereadores e aguarda análise do Conselho Municipal de Saúde antes da sanção do prefeito Rodrigo Neves. A implementação está prevista para ocorrer até o final de julho, com a expectativa de zerar a fila em três meses.

O programa Fila Zero utilizará uma tabela emergencial para complementar os valores praticados pelo SUS, permitindo a realização de exames com maior agilidade. Atualmente, a rede municipal recebe cerca de 8.700 pedidos mensais de exames preventivos, sem contar os de urgência. Os exames mais solicitados incluem ecocardiografia transtorácica, colonoscopia, ultrassonografia mamária bilateral e endoscopia digestiva, com a demanda aumentando significativamente no pós-pandemia.

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destacou que a demanda por exames deve aumentar em até trinta por cento com o início do programa. Ela explicou que a redução do tempo de espera pode diminuir o índice de faltas, que atualmente é elevado quando há longos períodos entre o pedido e a realização dos exames. A secretária também mencionou que a solução é pontual e que a prefeitura está trabalhando em um plano de médio prazo, que inclui a criação de supercentros de saúde.

Servidores de saúde expressaram preocupações sobre o programa Fila Zero, argumentando que os investimentos poderiam ser direcionados para melhorar os serviços existentes na rede municipal. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência no Estado do Rio, Sebastião José, criticou a priorização de entidades privadas, afirmando que a rede pública poderia atender à demanda com mais recursos e equipe qualificada.

Em resposta às críticas, Ilza Fellows reafirmou que o programa é uma solução temporária e que a gestão está focada na reestruturação da saúde pública. Ela mencionou que até o final de julho, a prefeitura planeja incluir duzentos e sessenta e sete médicos na rede, com a intenção de realizar um concurso efetivo nos próximos anos. A secretária acredita que a maior oferta de especialistas também contribuirá para atender a demanda reprimida.

Com o aumento da demanda por exames e a necessidade de melhorias na saúde pública, a mobilização da sociedade civil é crucial. Projetos que visam apoiar a saúde e a infraestrutura de atendimento podem fazer a diferença na vida de muitos cidadãos que dependem do SUS. A união em torno de causas sociais pode transformar a realidade de quem mais precisa.

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