Impacto Social

Prefeitura de São Paulo lança programa para revitalização de prédios históricos com até R$ 1 bilhão em incentivos

Dezenove projetos, incluindo o restauro do Copan e a antiga sede da Telesp, buscam subvenções da Prefeitura de São Paulo, totalizando R$ 75 milhões em pedidos para reformas na região central. O programa Requalifica Centro, criado em 2021, oferece incentivos como isenção de IPTU e destina até R$ 1 bilhão para retrofits, priorizando habitação social.

Atualizado em
August 5, 2025
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Copan, edifíco de concreto armado com formas curvas, se destaca na paisagem da região central da cidade de São Paulo - Eduardo Knapp - 2.ago.2023/Folhapress

Edifícios históricos de São Paulo estão entre os dezenove projetos que buscam apoio da Prefeitura para reformas na região central. A lista, divulgada no Diário Oficial, inclui o famoso Edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, que está passando por um restauro de sua fachada. Outro projeto notável é a transformação da antiga sede da Telesp, que se tornará um residencial de alto padrão. Além disso, o hotel Cambridge, dos anos 1950, foi adaptado para abrigar famílias de baixa renda, com foco em melhorias na recepção.

O programa Requalifica Centro, instituído em 2021, oferece incentivos como isenção de IPTU para a recuperação de prédios construídos até setembro de 1992. A nova fase do programa, anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), destina até R$ 1 bilhão para reembolsar até 25% dos custos de retrofits. Nesta etapa, o total solicitado pelos projetos é de R$ 75 milhões, abaixo do limite disponível de R$ 200 milhões.

Os projetos devem atender a critérios estabelecidos pela prefeitura, que busca estimular a requalificação urbana. A análise das propostas será feita por uma comissão especial, que avaliará o valor solicitado, o interesse urbanístico e os benefícios que cada obra trará para a cidade. A prioridade é dada a projetos de Habitação de Interesse Social (HIS), que atendem famílias com renda de até seis salários mínimos.

Apesar da intenção de direcionar recursos para habitação social, até agora, apenas dois dos quinze projetos habilitados são voltados para famílias com renda de até três salários mínimos. Para ampliar a participação de projetos sociais, a prefeitura alterou as regras, permitindo que condomínios também solicitem recursos, resultando em seis novos projetos de habitação social nesta fase.

A distribuição dos recursos é feita de forma a garantir que 60% sejam destinados a projetos de HIS, 15% a habitação para famílias com renda de até dez salários mínimos e o restante para outros projetos residenciais e não residenciais. Essa estratégia visa evitar que os incentivos sejam monopolizados por empreendimentos de alto padrão.

O uso de recursos públicos em projetos privados gera debates na cidade. Críticos argumentam que o dinheiro deveria ser investido em moradia popular, enquanto defensores afirmam que a requalificação do centro depende desse apoio. Nessa situação, a união da sociedade pode ser fundamental para garantir que iniciativas voltadas para a habitação social sejam efetivas e beneficiem aqueles que mais precisam.

Folha de São Paulo
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