O Prêmio São Paulo de Literatura revogou a exigência de publicação digital após críticas de editoras independentes, ampliando o prazo de inscrições. A mudança visa valorizar a produção literária local.

O Prêmio São Paulo de Literatura, um dos mais renomados do Brasil, anunciou nesta terça-feira a abertura do edital para sua edição deste ano. A novidade inicial era a exigência de que os livros inscritos fossem publicados também em formato digital, além da versão impressa. Essa mudança gerou preocupações entre editoras independentes, que frequentemente não têm recursos para lançar e-books de todos os seus títulos.
A inscrição no prêmio exigia o registro em ISBN (International Standard Book Number) para a versão digital, o que poderia limitar a participação de muitos novos autores. O prêmio, que oferece R$ 200 mil aos vencedores nas categorias de melhor romance e melhor romance de estreia, é um importante reconhecimento para a literatura nacional, especialmente para editoras independentes que apoiam novos talentos.
Após críticas de editores e do contato da imprensa, a Secretaria de Cultura, Indústria e Economia Criativas do Estado de São Paulo decidiu revogar a exigência do formato digital. A secretaria afirmou que ouviu atentamente as demandas do setor e que irá republicar o edital nos próximos dias, sem a obrigatoriedade do e-book. Além disso, o prazo para inscrições será ampliado, que antes terminaria em 15 de julho.
Essa decisão demonstra um compromisso da secretaria com o diálogo e a valorização da produção literária paulista. O prêmio é uma vitrine importante para novos autores, e no ano anterior, seis dos dez finalistas na categoria de novos romancistas eram de editoras independentes, como Patuá e Urutau.
Curiosamente, a notícia da revogação da exigência coincide com a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do mercado editorial, que revelou um crescimento de 16% no faturamento de livros digitais de 2023 para 2024. Apesar disso, os e-books ainda representam apenas 9% da receita total do setor, indicando que o formato digital ainda não é predominante.
Essa situação ressalta a importância de apoiar iniciativas que promovam a literatura e os novos autores. Projetos que incentivam a produção literária e a diversidade de vozes devem ser estimulados pela sociedade civil, garantindo que todos tenham a oportunidade de ser ouvidos e reconhecidos.

Estão abertas as inscrições para um curso gratuito sobre inteligência artificial na cultura, promovido pela Fundação Itaú e ESPM-Rio, com foco em profissionais independentes. O curso, que ocorrerá de 18 de agosto a 27 de outubro, oferece 30 vagas, sendo 15 para ações afirmativas. Os participantes desenvolverão projetos autorais e poderão receber certificação ao final. As inscrições vão até 15 de julho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que garante a reconstrução mamária pelo SUS a todas as mulheres que sofreram mutilação, incluindo casos de violência e doenças. A nova norma, proposta pela senadora Margareth Buzetti, também assegura acompanhamento psicológico, corrigindo uma falha da legislação anterior que limitava o direito apenas a casos oncológicos. A expectativa é que a medida alivie a sobrecarga do SUS e reduza a judicialização para acesso ao procedimento.
Justiça de São Paulo condena mulher a dois anos e quatro meses de prisão por injúria racial contra casal gay em padaria. A agressora também deve indenizar as vítimas.

A Prefeitura de São Paulo reduziu a taxa de ausência escolar de 20,7% para 13,2% com o programa Mães Guardiãs, envolvendo 3.483 mães e resultando em 2,5 milhões de faltas a menos. A iniciativa visa combater a evasão escolar e promover a inclusão social.

Parte do Parque do Bixiga, em São Paulo, será usada como canteiro de obras para a Linha 19-Celeste do Metrô por três anos, com a área devolvida após a conclusão. A Prefeitura e o Metrô definem as condições da ocupação.

O Ministério da Saúde anunciou a Chamada de Apoio a Eventos Técnico-Científicos, com R$ 6 milhões disponíveis para fomentar encontros entre pesquisadores e gestores do SUS. A iniciativa visa integrar pesquisas à prática, promovendo educação e divulgação científica. Os valores variam de R$ 100 mil a R$ 250 mil, com eventos programados entre março de 2026 e fevereiro de 2027. Uma nova avaliação em duas fases permitirá recursos em etapas iniciais, aprimorando a seleção de propostas.