Neste domingo (1º), manifestações em oito capitais do Brasil expressaram apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e protestaram contra o polêmico PL 2159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental. Os atos destacaram a insatisfação com a falta de apoio do governo Lula e a desvalorização da ministra no Senado, onde enfrentou ataques. Ambientalistas alertam que o projeto pode agravar a exploração de recursos naturais e comprometer a proteção ambiental.

Manifestantes se reuniram em oito capitais brasileiras neste domingo (1º) para protestar contra o projeto de lei 2159/2021, que propõe a flexibilização do licenciamento ambiental, e para apoiar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A passeata na Avenida Paulista, em São Paulo, teve início por volta das 14h e também destacou a defesa da ministra, que enfrentou ataques no Senado na última semana.
Marina Silva se retirou de uma sessão da Comissão de Infraestrutura após um desentendimento com senadores, incluindo o líder do PSDB, Plínio Valério, que a desrespeitou publicamente. Claudia Paes, socióloga de 55 anos, expressou indignação: "É inacreditável que uma autoridade seja tratada com tanto desrespeito". A manifestação na Paulista foi marcada por cartazes e faixas em apoio à ministra.
Os protestos também criticaram a falta de apoio do governo Lula em relação à situação de Marina. Vicente de Paula, motorista de 37 anos, questionou: "Cadê o presidente defendendo em rede nacional o trabalho da própria ministra?". O embate entre Valério e Marina ocorreu após a aprovação do projeto que facilita o licenciamento ambiental, considerado por ambientalistas como "mãe de todas as boiadas".
A proposta, que pode impactar quase 20 milhões de hectares, é vista como uma ameaça ao meio ambiente, especialmente em relação à Amazônia. Grazielle Gomes, estudante de engenharia ambiental, afirmou: "Precisamos nos mobilizar contra os ataques à nossa riqueza natural". Os protestos se espalharam por outras cidades, como Manaus e Rio de Janeiro, onde os manifestantes também expressaram suas preocupações.
Em Brasília, os participantes pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que arquivasse a proposta. Faixas com mensagens de apoio a Marina Silva e críticas à exploração da Petrobras na Foz do Amazonas foram vistas. Em Belo Horizonte, manifestantes usaram máscaras com o rosto da ministra, que foi aplaudida durante o ato, que enfatizou a importância do licenciamento ambiental.
Movimentos sociais, indígenas e de proteção animal se uniram aos ambientalistas nas manifestações. A vereadora Carla Ayres, em Florianópolis, destacou a importância da mobilização popular para pressionar os senadores. Em um momento crítico para a proteção ambiental, a união da sociedade pode ser fundamental para garantir que os direitos e a natureza sejam respeitados.

Grupo Águas do Brasil recolheu mais de 255 mil litros de óleo desde 2019, evitando a poluição de 6,3 bilhões de litros de água. Em 2025, o número de pontos de coleta cresceu de 82 para quase 700, refletindo um impacto significativo.

Brigada indígena Mebêngôkre-Kayapó intensifica ações de combate a incêndios na Terra Indígena Las Casas, com queima prescrita e monitoramento, resultando em 778 focos de calor detectados em 2024.

Estudo da USP revela que 54,1% das cidades brasileiras têm baixa capacidade de adaptação às mudanças climáticas, com apenas 36,9% possuindo planos de habitação e 13% de redução de riscos. A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas eficazes para enfrentar eventos extremos.

Um novo projeto de energia solar foi lançado, prometendo um aumento de eficiência de trinta por cento em relação às tecnologias atuais, com parcerias entre universidades e empresas de tecnologia. Essa iniciativa visa impulsionar a pesquisa em energias renováveis e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

A meteorologia moderna vai além da previsão do tempo, integrando inteligência climática em setores como agricultura e logística, especialmente após abril ser o segundo mais quente em 176 anos. Eventos climáticos extremos exigem ações estratégicas para mitigar riscos e proteger vidas.

Após ser multada por despejo de esgoto na Represa de Guarapiranga, a Sabesp anunciou um investimento de R$ 2,57 bilhões para universalizar o saneamento na região até 2029, com 23 novas estações elevatórias e 650 km de redes.