Pesquisadores da UFSCar e Unicamp analisam frutos do Cerrado, como abacaxi-do-cerrado e pequi, destacando seu valor nutricional e a importância de seu consumo para a saúde e preservação ambiental.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) analisaram a composição nutricional de frutos nativos do Cerrado, como abacaxi-do-cerrado e pequi. O estudo, publicado no Brazilian Journal of Food Technology, surgiu a partir de investigações sobre a dieta do lobo-guará e do cachorro-do-mato, que indicaram o potencial desses alimentos para o consumo humano.
Os pesquisadores destacaram que frutos como lobeira, angelim-rasteiro e abacaxi-do-cerrado possuem alta concentração de proteínas, enquanto araçá-do-campo, araticum e caraguatá se destacam pelo teor de carboidratos. Esses macronutrientes são essenciais para a saúde, com as proteínas contribuindo para a formação de músculos e órgãos, e os carboidratos fornecendo energia.
Além disso, os cientistas ressaltaram que alguns dos teores nutricionais desses frutos são comparáveis aos de frutas comercialmente conhecidas. A pesquisa ainda aponta a necessidade de novos estudos para avaliar a presença de micronutrientes, como vitaminas e minerais, e fitoquímicos, que podem trazer benefícios à saúde.
O nutricionista Leandro Baptista, do Hospital de Urgências de Goiás (HUGO), enfatiza a importância de diversificar a alimentação e combater a monotonia alimentar. Ele alerta que, em tempos de desinformação sobre frutas, é fundamental esclarecer que os problemas relacionados à frutose estão mais associados a produtos ultraprocessados do que às frutas em si.
O conhecimento sobre as variedades nativas do Cerrado não apenas valoriza a cultura alimentar local, mas também destaca a urgência da preservação ambiental. O Cerrado enfrenta sérios problemas de desmatamento, e a promoção do consumo de suas frutas pode contribuir para práticas sustentáveis e a conservação do bioma.
Iniciativas que buscam valorizar e promover o consumo de frutas nativas podem ter um impacto significativo na preservação do Cerrado e na saúde da população. A união em torno de projetos que incentivem a exploração e o uso sustentável dessas espécies é essencial para garantir um futuro mais saudável e equilibrado.

Estudo revela que 83% dos municípios brasileiros enfrentaram desastres relacionados a chuvas nos últimos quatro anos, com 4.247 mortes e prejuízos de R$ 146,7 bilhões desde 1995. A agricultura é o setor mais afetado.

O Governo Federal anunciou um novo investimento de R$ 16 milhões para Santa Maria, totalizando R$ 68 milhões em obras de infraestrutura no Rio Grande do Sul, visando a recuperação de estradas e pontes. O ministro Waldez Góes destacou a importância da parceria entre as esferas de governo para a reconstrução da região afetada por eventos climáticos extremos.

GDF investe R$ 240 milhões em drenagem urbana, com 32 das 40 lagoas concluídas e o lançamento do Drenar DF, visando prevenir alagamentos e erosões na cidade.

Um impressionante cardume de aproximadamente oito mil raias-ticonha foi registrado em Arraial do Cabo, despertando a admiração de frequentadores e a atenção de pesquisadores. O cinegrafista Marcelo Gah, que realiza monitoramento diário da fauna marinha, capturou as imagens do fenômeno, que ocorreram durante a migração dos animais em busca de alimento. A bióloga marinha Larissa Gouvêa Paiva destacou a importância da preservação dessas espécies, que estão ameaçadas na costa do Rio de Janeiro.

Estudo revela que apenas 9% dos plásticos são reciclados, expondo a farsa da reciclagem. Indústria do plástico promoveu a ilusão de que a reciclagem resolveria a poluição, mas a realidade é alarmante.

ONGs e líderes ambientais solicitaram ao governo brasileiro um pacto internacional que assegure US$ 7 bilhões anuais para a proteção da Amazônia, destacando a COP30 como uma oportunidade crucial. O documento entregue enfatiza a necessidade de mobilização de recursos para evitar a degradação irreversível da floresta, que já perdeu mais de 17% de sua área.