Pesquisadores da UFSCar e Unicamp analisam frutos do Cerrado, como abacaxi-do-cerrado e pequi, destacando seu valor nutricional e a importância de seu consumo para a saúde e preservação ambiental.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) analisaram a composição nutricional de frutos nativos do Cerrado, como abacaxi-do-cerrado e pequi. O estudo, publicado no Brazilian Journal of Food Technology, surgiu a partir de investigações sobre a dieta do lobo-guará e do cachorro-do-mato, que indicaram o potencial desses alimentos para o consumo humano.
Os pesquisadores destacaram que frutos como lobeira, angelim-rasteiro e abacaxi-do-cerrado possuem alta concentração de proteínas, enquanto araçá-do-campo, araticum e caraguatá se destacam pelo teor de carboidratos. Esses macronutrientes são essenciais para a saúde, com as proteínas contribuindo para a formação de músculos e órgãos, e os carboidratos fornecendo energia.
Além disso, os cientistas ressaltaram que alguns dos teores nutricionais desses frutos são comparáveis aos de frutas comercialmente conhecidas. A pesquisa ainda aponta a necessidade de novos estudos para avaliar a presença de micronutrientes, como vitaminas e minerais, e fitoquímicos, que podem trazer benefícios à saúde.
O nutricionista Leandro Baptista, do Hospital de Urgências de Goiás (HUGO), enfatiza a importância de diversificar a alimentação e combater a monotonia alimentar. Ele alerta que, em tempos de desinformação sobre frutas, é fundamental esclarecer que os problemas relacionados à frutose estão mais associados a produtos ultraprocessados do que às frutas em si.
O conhecimento sobre as variedades nativas do Cerrado não apenas valoriza a cultura alimentar local, mas também destaca a urgência da preservação ambiental. O Cerrado enfrenta sérios problemas de desmatamento, e a promoção do consumo de suas frutas pode contribuir para práticas sustentáveis e a conservação do bioma.
Iniciativas que buscam valorizar e promover o consumo de frutas nativas podem ter um impacto significativo na preservação do Cerrado e na saúde da população. A união em torno de projetos que incentivem a exploração e o uso sustentável dessas espécies é essencial para garantir um futuro mais saudável e equilibrado.

Quarenta e três pinguins juvenis foram encontrados mortos no litoral de São Paulo, enquanto quatro foram resgatados para reabilitação, destacando os desafios da migração de 2025. O Instituto Argonauta alerta para a importância da proteção da fauna marinha.

Petrina, uma jovem loba-guará, foi equipada com uma coleira de geolocalização em Minas Gerais para ajudar na conservação da espécie ameaçada. O projeto "Lobos do Caraça" busca entender seus movimentos e promover políticas públicas.

Uma tartaruga-verde resgatada em 2001 em Ubatuba foi reencontrada em Fernando de Noronha após 24 anos, marcando um feito inédito na conservação marinha. O projeto Tamar destaca a importância desse registro para a preservação das tartarugas no Brasil.

A startup SOLOS lançou o programa "Roda", que realiza coleta seletiva agendada em Salvador com veículos elétricos, já alcançando 37% de adesão em seu projeto-piloto com a Prefeitura. A iniciativa visa melhorar a gestão de resíduos na cidade, onde menos de 10% do lixo é reciclado.

O Brasil registrou um aumento de 141% na frota de ônibus elétricos, com 306 novos veículos em 2025. São Paulo e Curitiba lideram a transição, visando descarbonização e investimentos significativos.

A Procter & Gamble (P&G) e a Pague Menos firmaram parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica para plantar 10 mil mudas nativas em Barra Bonita (SP), promovendo a sustentabilidade. A ação, parte dos projetos “Respiramos Juntos” e “Cidade Verde”, visa compensar as emissões de gases de efeito estufa e reforçar a preservação ambiental.