A Operação Mata Viva do Ibama embargou mais de 1.600 hectares da Mata Atlântica no Rio Grande do Norte, resultando em R$ 2 milhões em multas por atividades ilegais. Apenas 2,5% da cobertura original do bioma permanece.

Natal/RN (27 de maio de 2025) – A Operação Mata Viva, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), resultou no embargo de mais de 1.600 hectares da Mata Atlântica no Rio Grande do Norte. Essa área é equivalente a aproximadamente 1.600 campos de futebol. Os embargos foram aplicados em resposta a atividades ilegais que degradaram o bioma nos últimos cinco anos, com um total de trinta embargos e vinte e cinco autos de infração.
As multas aplicadas somam cerca de R$ 2 milhões, além de notificações e outras sanções administrativas. A operação tem como objetivo responsabilizar os infratores e buscar a reparação dos danos causados a um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil. A Mata Atlântica no estado enfrenta uma situação crítica, com apenas 2,5% de sua cobertura original remanescente.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da SOS Mata Atlântica de 2023 indicam que a cobertura original da Mata Atlântica no Rio Grande do Norte era de 6.400 km², representando 13% do território do estado. A degradação contínua desse bioma levanta preocupações sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos que ele oferece.
A operação do Ibama, que ocorreu neste mês, é um esforço significativo para conter a degradação ambiental e proteger a biodiversidade local. Os agentes de fiscalização têm atuado para identificar e barrar atividades que causam danos irreparáveis ao meio ambiente, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação da Mata Atlântica.
O Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado nesta terça-feira (27), destaca a urgência de ações efetivas para a proteção desse bioma. A sociedade civil é chamada a se mobilizar em prol da preservação ambiental, reconhecendo a importância de iniciativas que visem a recuperação e proteção dos ecossistemas ameaçados.
Nessa situação, a união da sociedade pode fazer a diferença na recuperação da Mata Atlântica. Projetos que busquem apoiar a preservação e a recuperação desse bioma devem ser estimulados, promovendo ações que ajudem a restaurar a biodiversidade e a qualidade de vida das comunidades locais.

Festival Amazônico no Museu do Pontal, nos dias 12 e 13, celebra a cultura da Amazônia com shows, exposições e oficinas, promovendo a preservação ambiental e reflexões sobre a crise climática.

Pesquisadores da Ufal e da Universidade do Havaí encontraram microplásticos em placentas e cordões umbilicais de gestantes brasileiras, levantando preocupações sobre a saúde fetal e a gestão de resíduos.

O Cade suspendeu a Moratória da Soja em dez dias, alegando anticompetitividade, o que gera controvérsia entre produtores e ambientalistas sobre a proteção da Amazônia. Consequências podem incluir multas de até R$ 2 bilhões.

O Brasil avança nas negociações do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que pode captar até R$ 5 bilhões anuais, com assinatura prevista na COP30 em Belém. O fundo visa transformar o financiamento para a conservação florestal, envolvendo países investidores e comunidades tradicionais.

Uma pesquisa recente revela que o zooplâncton, ao migrar para as profundezas do Oceano Antártico, retém carbono equivalente às emissões de 55 milhões de carros, desafiando sua subvalorização ecológica. Cientistas alertam para as ameaças que esses organismos enfrentam devido ao aquecimento global e à pesca comercial.

O Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi, passará por poda a partir de agosto de 2024, conforme determinação judicial. Especialistas alertam para riscos à saúde da árvore centenária, gerando debates na comunidade.