Setenta por cento dos brasileiros apoiam o fortalecimento das leis ambientais, enquanto o presidente Lula tem 15 dias para decidir sobre o polêmico Projeto de Lei 2.159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental.

Uma pesquisa realizada pela Nexus revelou que setenta por cento dos brasileiros acreditam que as leis ambientais do país devem ser fortalecidas. O levantamento, que ouviu duas mil e vinte e uma pessoas em todas as 27 Unidades da Federação entre os dias 14 e 20 deste mês, mostra uma clara preocupação com a preservação das matas nacionais e a punição de crimes ambientais. Apenas treze por cento dos entrevistados apoiam a flexibilização das regras para agilizar o licenciamento ambiental, enquanto doze por cento preferem a manutenção da legislação atual.
Os dados indicam que a aprovação do Projeto de Lei 2.159/2021, conhecido como PL da devastação, foi feita sem considerar a opinião da sociedade. O projeto visa facilitar o licenciamento de obras, o que pode comprometer o arcabouço ambiental do Brasil. A pesquisa também destaca que a defesa por leis ambientais mais rigorosas transcende a polarização política, com setenta e dois por cento dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sessenta e sete por cento dos seus opositores concordando com essa necessidade.
Além disso, a pesquisa mostra que a preocupação com o meio ambiente não está atrelada à renda. Entre aqueles que ganham até um salário mínimo, sessenta e seis por cento desejam regras mais rígidas, enquanto esse percentual chega a setenta e quatro por cento entre as faixas de renda mais altas. Essa tendência revela uma união em torno da pauta ambiental, independentemente da situação econômica dos entrevistados.
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, enfatiza que a crescente demanda por um fortalecimento das leis ambientais reflete a preocupação da população com as mudanças climáticas e seus impactos, como temporais e queimadas. O presidente Lula tem um prazo de quinze dias para decidir se sanciona ou veta o projeto de lei, que, segundo especialistas, apresenta várias inconstitucionalidades.
Em entrevista à jornalista Míriam Leitão, Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, argumentou que o veto deve ser total, pois um veto parcial deixaria lacunas na legislação, uma vez que a norma anterior seria revogada. A pressão da sociedade civil pode ser crucial nesse momento, já que a proteção ambiental é uma questão que une diferentes segmentos da população.
Em um cenário onde a legislação ambiental está em jogo, a mobilização da sociedade pode fazer a diferença. Projetos que visam fortalecer a proteção das matas e punir crimes ambientais precisam do apoio da população. A união em torno dessa causa pode ajudar a garantir um futuro mais sustentável para todos.

Duas baleias jubartes, uma adulta e um filhote, foram avistadas em Ilhabela, sinalizando o início da temporada de observação de cetáceos em 2025. O evento destaca o crescimento do turismo sustentável na região.

O Pampa, bioma brasileiro, enfrenta grave perda de vegetação campestre, com 140 mil hectares desaparecendo anualmente e apenas 0,5% protegido, exigindo urgente valorização e proteção. A transformação em lavouras de soja é a principal causa dessa devastação.

Líderes do BRICS lançam plano para aumentar financiamento climático, exigindo cumprimento de promessas de países ricos e propondo US$ 300 bilhões anuais até 2035 para países em desenvolvimento.

O Instituto da Cultura Científica da UFSCar lançou o dossiê "Oceano em risco", abordando a poluição plástica em meio à votação da PEC das Praias, que altera a gestão do litoral brasileiro. O mesacast, com especialistas, destaca a importância das áreas costeiras e os impactos ecológicos da poluição. Além disso, foi lançada a newsletter "Plast-Agrotox News", que traz informações sobre agrotóxicos e pesquisas em andamento.

A América Latina enfrentou perdas econômicas de US$ 6,67 bilhões em desastres naturais no primeiro semestre de 2025, com o Brasil sendo o mais afetado. A AON destaca a urgência em fortalecer a resiliência climática.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o apoio do presidente Lula à agenda climática, apesar de sentir que enfrenta desafios sozinha em pautas ambientais. Ela destacou a importância do respaldo do presidente para a meta de desmatamento zero até 2030.