Menos da metade das bolsas do Programa Universidade Para Todos (Prouni) foram preenchidas entre 2013 e 2024, resultando em 2,5 milhões de vagas ociosas. Especialistas pedem melhorias na divulgação e seleção.

Menos da metade das bolsas do Programa Universidade Para Todos (Prouni) foram preenchidas entre 2013 e 2024, resultando em cerca de 2,5 milhões de vagas ociosas. O programa, criado em 2004, oferece bolsas integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior, visando aumentar a inclusão social. Especialistas apontam que a baixa adesão se deve a problemas operacionais e à falta de divulgação adequada.
Henrique Silveira, sócio de Educação do escritório de advocacia Mattos Filho, destaca que o primeiro semestre costuma ter maior sucesso no preenchimento das vagas, mas mesmo assim, a média de ociosidade foi de trinta por cento nas edições. A única exceção foi em 2016, quando o preenchimento superou a oferta de bolsas, mas a média geral ainda é preocupante.
Os critérios de participação no Prouni são relativamente constantes, com ajustes anuais na renda per capita. Desde 2022, alunos que cursaram o ensino médio em escolas particulares podem concorrer a bolsas, uma mudança que visa aumentar a inclusão. Para se inscrever em 2024, os candidatos devem atender a critérios específicos, incluindo um desempenho mínimo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As instituições que aderem ao Prouni têm isenção de impostos, mas essa isenção depende do preenchimento das vagas. Desde 2014, a isenção fiscal está atrelada ao número de bolsas ocupadas, o que significa que apenas criar vagas não é suficiente para garantir os benefícios fiscais.
Lúcia Teixeira, presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior (Semesp), sugere que a ociosidade das vagas deve ser combatida com mais divulgação e flexibilidade no processo de seleção. Elizabeth Guedes, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), também aponta desafios no calendário e na operacionalidade do sistema de seleção, que afetam a captação de alunos.
O Ministério da Educação (MEC) informou que o Prouni já beneficiou mais de 3,5 milhões de estudantes, com uma maioria de mulheres e negros entre os atendidos. O MEC realiza dois processos seletivos anualmente, e melhorias estão sendo implementadas para aumentar a taxa de ocupação das bolsas. Em um cenário onde a educação superior é vital, a união da sociedade pode fazer a diferença na promoção de oportunidades para os menos favorecidos.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o curso gratuito Bolsa Futuro Digital, com o objetivo de formar 10 mil programadores em dois anos, priorizando estudantes da rede pública. As inscrições vão até 30 de maio.

A Nestlé abriu inscrições para a 11ª edição do Yocuta, oferecendo mil e duzentas vagas em cursos gratuitos de gastronomia para jovens. O programa visa apoiar talentos culinários em início de carreira.

Censo Escolar 2024 mostra leve aumento nas matrículas do ensino médio, mas educação técnica permanece crítica, com apenas 13% de alunos nessa modalidade. O Brasil ainda não cumpriu metas do PNE.

Inscrições abertas para 120 vagas em cursos gratuitos do Projeto Labinclui. Oportunidade de qualificação profissional para pessoas com deficiência no Distrito Federal.

Instituto Unidown promove curso de alfabetização para jovens com síndrome de Down, visando melhorar a empregabilidade. O curso, iniciado em março, utiliza o jornal Joca e dinâmicas práticas para desenvolver habilidades de leitura e escrita. Vinícius de Miranda, um dos alunos, destaca a evolução no aprendizado e a meta de conseguir um emprego. A iniciativa surge em resposta à baixa taxa de alfabetização entre jovens com a síndrome, onde apenas 8,7% estão totalmente alfabetizados. O curso inclui atividades como rodas de notícias e simulações de entrevistas, buscando preparar os alunos para o mercado de trabalho.

A Unicamp lançou cursos online gratuitos em diversas áreas, acessíveis pela plataforma Coursera, permitindo que qualquer pessoa estude e obtenha certificados de uma das melhores universidades do Brasil. Os cursos, disponíveis sem vestibular, abrangem temas como saúde, logística e educação, e podem ser feitos no próprio ritmo. Para obter o certificado, há uma taxa, mas ajuda financeira está disponível para quem não pode pagar. Essa iniciativa democratiza o acesso ao conhecimento e promove o desenvolvimento de habilidades essenciais.