Adolescentes com apoio emocional dos pais apresentam melhor autocontrole e menos infrações. Pesquisa da USP analisa 2 mil jovens e destaca a importância do vínculo familiar na redução de comportamentos delinquentes.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que adolescentes que recebem apoio emocional dos pais apresentam um desenvolvimento mais eficaz do autocontrole, o que contribui para a diminuição de comportamentos infracionais. O estudo, que analisou dois mil jovens entre treze e dezessete anos, destacou a importância das interações familiares, incluindo o acompanhamento das atividades e o conhecimento dos círculos sociais dos adolescentes.
A psicóloga Ana Beatriz Prado Schiavone, responsável pela pesquisa, explicou que o autocontrole é a capacidade de regular comportamentos sociais e está ligado ao gerenciamento de emoções, pensamentos e impulsos. A pesquisa identificou que adolescentes com maior apoio familiar tendem a ter um autocontrole mais desenvolvido, o que reduz a propensão a comportamentos delinquentes.
Os participantes foram divididos em quatro grupos com base nas dimensões do autocontrole: "Alto autocontrole", "Baixo autocontrole", "Impulsivos" e "Buscadores de sensações". A análise revelou que os adolescentes com "Alto autocontrole" apresentaram melhores vínculos familiares e supervisão parental, além de menor envolvimento em delitos, em comparação aos outros grupos.
Os dados coletados em 2022 mostraram que os adolescentes com "Baixo autocontrole" relataram as maiores taxas de infração, seguidos pelos "Buscadores de sensações". As infrações mais comuns incluíram brigas de grupo, porte de armas e furtos em lojas. A pesquisa também observou diferenças de gênero, com meninos apresentando maior busca por sensações e meninas mostrando mais impulsividade relacionada ao vínculo familiar.
Além disso, a pesquisa fez parte do International Self-Reported Delinquency Study (ISRD4), um projeto colaborativo que envolve 44 países. Os resultados confirmam a necessidade de supervisão parental e o papel fundamental que os pais desempenham no desenvolvimento emocional dos adolescentes, especialmente em um período de vulnerabilidade como a adolescência.
Esses achados ressaltam a importância de iniciativas que promovam o fortalecimento das relações familiares e a supervisão dos jovens. A sociedade civil pode se mobilizar para apoiar projetos que visem a criação de ambientes familiares mais saudáveis e seguros, contribuindo para a formação de adolescentes mais conscientes e responsáveis.

O Instituto Claro abriu inscrições para o programa Educonexão 2025, que agora inclui um módulo sobre Educação Socioemocional e Saúde Mental, além de fornecer chip com dados e voz por um ano. Educadores da rede pública de todo o Brasil podem se inscrever até 15 de agosto, visando aprimorar a utilização de tecnologias digitais e promover o bem-estar escolar.

Estão abertas as inscrições para o programa RenovaDF, que oferece dois mil cursos nas áreas de carpintaria, elétrica, encanação, serralheria e construção civil. Os alunos recebem bolsa, auxílio-transporte e kit uniforme.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados avança na aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), focando em metas realistas e governança colaborativa para combater desigualdades. O novo plano busca erradicar a aprendizagem abaixo do básico e promover uma educação adaptada às necessidades atuais.

Em 2024, a população adulta com ensino superior no Brasil superou 20%, mas ainda está abaixo da média da OCDE. A expansão se deve a cursos a distância, levantando preocupações sobre qualidade e conclusão do ensino médio.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) oferece um curso gratuito online para empreendedores, focado em transformar ideias de software em produtos viáveis até 7 de maio. O projeto de extensão Estruture Negócios visa capacitar participantes em MVP e validação de negócios, com emissão de certificado ao final.

As inscrições para o Prouni 2025 encerram em 4 de julho, com mais de 211 mil bolsas disponíveis, sendo 118 mil integrais e 93 mil parciais, para estudantes de baixa renda. O programa visa facilitar o acesso ao ensino superior em instituições privadas.