Quase um quinto dos jovens brasileiros de 15 a 29 anos que não trabalham nem estudam é analfabeto funcional, revelam dados de 2024 do Inaf. A estagnação do analfabetismo funcional no Brasil, que atinge 29% da população de 15 a 64 anos, destaca a urgência de ações em educação e capacitação.

Dados recentes de 2024 revelam que quase um quinto dos jovens brasileiros com idades entre 15 e 29 anos que não trabalham nem estudam são analfabetos funcionais. Essa condição limita significativamente suas oportunidades de melhoria na qualidade de vida. O Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), coordenado pela ONG Ação Educativa, aponta que 29% da população entre 15 e 64 anos se encontra nessa situação, sem avanços desde 2018.
O estudo classifica o analfabetismo funcional em dois níveis: absoluto, que inclui aqueles que não conseguem ler palavras ou números, e rudimentar, que abrange quem sabe ler e escrever, mas tem dificuldades em compreender textos ou realizar operações matemáticas básicas. A pesquisa destaca que, embora a maioria dos analfabetos funcionais seja composta por pessoas mais velhas, a proporção de jovens nessa condição é alarmante, atingindo 17% na faixa etária mencionada.
A coordenadora do Inaf, Ana Lúcia Lima, expressa preocupação com a exclusão desses jovens dos ambientes educacionais e de trabalho. Enquanto 45% dos jovens com alfabetismo consolidado estão empregados, apenas 17% dos analfabetos funcionais conseguem uma colocação no mercado. Além disso, 18% desse grupo não estuda nem trabalha, o que indica uma grave falta de perspectivas para o futuro.
Pesquisadores apontam que a estagnação do analfabetismo funcional reflete a baixa qualidade da educação no Brasil. Muitos indivíduos que passaram pela escola não adquiriram as habilidades necessárias para a alfabetização plena. Lima enfatiza a urgência de fortalecer a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e promover iniciativas de capacitação por parte dos empregadores, dada a crescente demanda por mão de obra qualificada.
Os dados também revelam desigualdades de gênero e raça. Entre as mulheres jovens com analfabetismo funcional, 42% não estudam nem trabalham, em contraste com 17% dos homens. Além disso, a responsabilidade com o cuidado de filhos e familiares é uma barreira significativa para a inclusão produtiva das mulheres. Os jovens negros apresentam uma maior incidência de analfabetismo funcional, com 17%, em comparação a 13% entre os jovens brancos.
Diante desse cenário, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a alfabetização e a inclusão desses jovens. Projetos que visem a melhoria da educação e a capacitação profissional podem fazer a diferença na vida de muitos, oferecendo oportunidades e esperança para um futuro melhor.

O Ministério da Educação (MEC) lançou o programa "Na Ponta do Lápis", que visa ensinar educação financeira nas escolas públicas, alcançando 30 milhões de estudantes. A iniciativa, que é voluntária, busca capacitar alunos do ensino fundamental e médio, promovendo habilidades de cidadania financeira e respeitando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, oferece suporte técnico e financeiro às redes de ensino, ampliando o impacto de políticas como o programa Pé-de-Meia.

Em 2024, 40% das escolas públicas brasileiras ainda não oferecem ensino em tempo integral, apesar do aumento nas matrículas. O MEC destaca desafios estruturais e a necessidade de investimentos para alcançar a meta de 25% até 2025.

Brasil enfrenta crise na qualidade de serviços médicos e jurídicos devido à proliferação de cursos. Com cerca de 1.900 cursos de direito e mais de 400 de medicina, muitos diplomados apresentam conhecimentos insuficientes, comprometendo a saúde pública e os direitos do consumidor. A falta de controle de qualidade nas instituições de ensino e a necessidade de um exame de proficiência são urgentes.

O governo de São Paulo lançou um projeto piloto que utiliza inteligência artificial para corrigir deveres de casa de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental e da 1ª série do Ensino Médio. A iniciativa visa apoiar professores e facilitar o acesso a questões dissertativas, com a IA avaliando as respostas e oferecendo feedback. Durante o piloto, as respostas não serão contabilizadas como nota, permitindo que os alunos avaliem os comentários recebidos.

A Fundação Cecierj abre inscrições para sete mil vagas em cursos gratuitos para professores da educação básica, com foco em 21 novas disciplinas. As aulas ocorrem de 3 de junho a 25 de agosto de 2025.

A Quero Bolsa oferece milhares de bolsas de estudo com até 90% de desconto para o 2º semestre de 2025, sem exigência de renda ou Enem, facilitando o acesso ao ensino superior.