Meio Ambiente

Reservatórios da Grande São Paulo atingem níveis alarmantes; planejamento hídrico é urgente

Reservatórios da Grande São Paulo estão em níveis alarmantes, com apenas 41,1% de capacidade, o menor índice desde 2015. A Sabesp planeja campanhas de conscientização, mas racionamentos estão descartados.

Atualizado em
August 20, 2025
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Reservatório do sistema Cantareira em Franco da Rocha, na Grande SP - Bruno Santos - 20.set.24/Folhapress

Os reservatórios de água da Grande São Paulo, que abastecem cerca de 21 milhões de pessoas, estão em níveis alarmantes, atingindo a menor capacidade desde a crise hídrica de 2014-15. Atualmente, os reservatórios estão com apenas 41,1% de sua capacidade, uma queda significativa em relação aos 72,5% registrados em 2023 e 59,6% em 2024. Essa situação crítica traz à tona as lembranças da seca severa que causou interrupções no fornecimento de água e mudanças nos hábitos de consumo.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) tem trabalhado para melhorar a infraestrutura hídrica desde a última crise, ampliando a interligação entre os sistemas de abastecimento e investindo na recuperação de nascentes e mananciais. No entanto, a atual situação exige atenção redobrada, especialmente com a possibilidade de secas prolongadas devido às mudanças climáticas.

Os dados recentes indicam que, em 2015, os reservatórios estavam em um estado crítico, com apenas 11,4% de capacidade. Em contraste, em 2013, o volume de água era de 61,1%. A comparação revela que a situação atual é preocupante, especialmente considerando que agosto deste ano foi mais seco do que o normal, o que pode levar a uma nova queda nos níveis de água até o final de setembro.

Embora técnicos da Sabesp e do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) tenham descartado a possibilidade de racionamento, campanhas de conscientização sobre o uso responsável da água estão sendo planejadas. Apesar de uma redução de cerca de 15% no consumo per capita desde 2015, o uso consciente ainda está longe do ideal.

Outro ponto crítico é o desperdício de água tratada, que chega a 29,5% devido a vazamentos e ligações clandestinas. Embora esse índice seja inferior à média nacional, está aquém dos padrões internacionais. O crescimento populacional e as condições climáticas instáveis exigem um planejamento urbano de longo prazo e investimentos significativos em infraestrutura hídrica.

Nesta conjuntura, a mobilização da sociedade civil é fundamental. Projetos que visem a conservação e o uso sustentável da água podem fazer a diferença. A união em torno de iniciativas que promovam a conscientização e a infraestrutura hídrica é essencial para garantir um futuro mais seguro e sustentável para todos.

Folha de São Paulo
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