Em 16 de abril de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a resolução nº 2.247, que proíbe a terapia hormonal antes dos 18 anos e bloqueadores hormonais na puberdade, além de restringir cirurgias de redesignação de gênero para maiores de 21 anos. Especialistas criticam a medida, apontando um retrocesso no bem-estar da população trans e na pesquisa científica, além de alegarem que a norma ignora as necessidades dos jovens afetados. A decisão gera preocupações sobre a saúde mental de adolescentes trans, que enfrentam riscos elevados de suicídio e depressão.

No dia 16 de abril de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a resolução nº 2.247, que proíbe a terapia hormonal para menores de 18 anos e o uso de bloqueadores hormonais na puberdade. Além disso, a norma restringe cirurgias de redesignação de gênero com efeito esterilizador para maiores de 21 anos. Essa nova resolução revoga a anterior, nº 2.265, que permitia a hormonização a partir dos 16 anos e o uso de bloqueadores para pré-adolescentes com disforia de gênero.
Especialistas criticam a medida, afirmando que ela representa um retrocesso significativo para a saúde e o bem-estar da população transgênero. Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, destaca que a norma inviabiliza pesquisas clínicas e o acolhimento necessário para essa população. Ele ressalta que a resolução foi elaborada sem ouvir as vozes dos afetados.
Atualmente, um procedimento está em andamento no Ministério Público Federal (MPF) para investigar a legalidade da nova resolução. Um artigo publicado na revista Nature Medicine, coautorado por Saadeh e Bruno Gualano, critica a inconstitucionalidade da decisão e sua contrariedade a protocolos médicos estabelecidos. A publicação também aponta que a norma compromete a saúde mental de adolescentes com disforia de gênero e prejudica a fundamentação de políticas públicas.
A resolução anterior permitia o uso de bloqueadores hormonais na fase Tanner 2, que ocorre por volta dos 12 anos, e não afetava o desenvolvimento final. Esses medicamentos tinham a função de suprimir temporariamente a produção de hormônios sexuais, permitindo que jovens refletissem sobre sua identidade de gênero. A nova norma, no entanto, impede que adolescentes que já utilizam hormônios continuem seus tratamentos, gerando preocupação entre especialistas e familiares.
Os dados utilizados pelo CFM para justificar a nova resolução foram extraídos de um relatório do Reino Unido, que, segundo críticos, não se aplica ao contexto brasileiro. Saadeh argumenta que a comparação entre procedimentos de infertilidade e cirurgias de redesignação de gênero é antiética, pois os objetivos são fundamentalmente diferentes. Além disso, a taxa de destransição no Brasil é mínima, o que contraria a justificativa apresentada pelo CFM.
Pesquisas indicam que o acesso a bloqueadores hormonais e terapia hormonal reduz a incidência de tentativas de suicídio entre adolescentes trans. Dados qualitativos mostram que jovens em tratamento apresentam maior satisfação com seus corpos, enquanto aqueles sem acesso a esses cuidados enfrentam mais problemas de saúde mental. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar dessa população vulnerável.

O 13 de maio, dia da abolição da escravatura no Brasil, é reinterpretado como um momento de luta contínua da população negra, evidenciando uma abolição inacabada. Luciana Brito, historiadora, destaca a desigualdade persistente e a violência racial, ressaltando que a data não é um feriado oficial, ao contrário do 20 de novembro, que simboliza a resistência negra. Eventos como o "Bembé do Mercado" celebram a liberdade e a memória dos ancestrais, reforçando a importância da conscientização sobre a história e os direitos da população negra.

Secec-DF abre inscrições para o Programa de Incentivo Fiscal à Cultura em 2025. O limite orçamentário é de R$ 14,25 milhões, com prazos definidos para projetos culturais.

A UFSCar implementará cotas para estudantes trans e travestis em todos os seus cursos de graduação a partir de 2025, seguindo a tendência de outras universidades paulistas. A nova política, aprovada por aclamação, visa garantir inclusão e diversidade.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, propõe eliminar aulas obrigatórias em autoescolas para a obtenção da CNH, visando democratizar e reduzir custos do processo, beneficiando a população de baixa renda. Essa mudança pode impulsionar a formalização de trabalhadores e o setor de transportes.

Thiago Soares, dançarino brasileiro, relembra sua relação com o mentor Dino Carrera no filme "Um lobo entre os cisnes", premiado no Cine Ceará. Agora, ele investe em novos talentos em seu estúdio de dança.

Márcio Paulo Machado dos Santos, cadeirante, enfrenta dificuldades para obter assistência social em São Paulo após o fim do Auxílio Reencontro, enquanto a secretária Eliana Gomes promete vistoria em imóveis. O atendimento social está comprometido desde junho, afetando Márcio e outros beneficiários. A secretária se comprometeu a vistoriar novos imóveis após reclamações de despejos e condições precárias.