Mais de 90 milhões de brasileiros ainda carecem de saneamento básico, com 30 milhões sem água potável. Em 2023, 1.793 municípios foram atendidos por empresas privadas, com investimentos de R$ 178 bilhões.

A falta de saneamento básico ainda afeta mais de noventa milhões de brasileiros, com mais de trinta milhões vivendo sem água potável em casa. Os dados foram apresentados por André Machado, coordenador de relações institucionais do Instituto Trata Brasil, durante o ESG Summit 2025. Ele destacou que a superação desse cenário exige novas formas de cooperação entre o Estado e as empresas, visando a universalização do acesso ao saneamento até dois mil e trinta e três, conforme o marco legal aprovado em dois mil e vinte.
A legislação estabelece metas de abastecimento de água para noventa e nove por cento da população e tratamento de esgoto para noventa por cento até o final da próxima década. Contudo, a capacidade de investimento público é limitada. Machado afirma que “o cenário atual é de baixa capacidade do setor público investir”, o que levou à busca por atrair a iniciativa privada. Desde a implementação do marco, mil setecentos e noventa e três municípios passaram a ser atendidos por empresas privadas, um aumento de mais de quinhentos por cento em relação ao número anterior.
Os contratos já firmados preveem investimentos de R$ 178 bilhões. Além do déficit estrutural, a desigualdade social é um fator crítico. Machado ressaltou que as pessoas mais afetadas pela falta de saneamento são mulheres, negros e indígenas, geralmente com renda familiar inferior a R$ 2.400,00 e baixa escolaridade. O impacto se reflete em diversas áreas, incluindo a saúde, com trezentas e quarenta e quatro mil internações em dois mil e vinte e três devido a doenças relacionadas à água contaminada, resultando em um custo estimado de R$ 170 bilhões.
O saneamento básico traz benefícios múltiplos, como saúde, educação e produtividade no trabalho. Gustavo Meirelles, vice-presidente médico da Afya, destacou a importância da interiorização da educação médica, com sessenta e cinco por cento das faculdades localizadas nas regiões Norte e Nordeste. Ele afirmou que a formação de médicos locais é essencial para melhorar a saúde pública, com uma redução de quase vinte por cento em internações por doenças crônicas nas cidades que receberam novas faculdades.
A Afya também desenvolveu uma matriz curricular adaptável às realidades regionais, focando em doenças locais. Além disso, a empresa mediu o retorno social do investimento (S-ROI), que mostra que para cada real investido, R$ 3,60 retornam à comunidade em saúde e geração de renda. No Pará, o Fundo Hydro investiu mais de R$ 60 milhões em projetos de bioeconomia e infraestrutura social, envolvendo diagnósticos ambientais e socioeconômicos realizados por ONGs.
Apesar dos avanços nas concessões, Machado alertou para os entraves locais, como a falta de planos de saneamento em mil setecentos e trinta e quatro municípios. Ele também destacou a necessidade de investimentos per capita, que deveriam ser de R$ 223,00, mas atualmente estão em R$ 124,00. A entrada do setor privado requer agências reguladoras fortes e independentes para garantir que os contratos cumpram seu papel social. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a conquistar acesso a serviços essenciais.

O programa Agora Tem Especialistas inicia atendimentos do SUS em hospital privado em Recife, com a Hapvida como primeira operadora, visando reduzir filas e ampliar serviços de saúde. O Governo Federal e a prefeitura de Recife implementam um programa inovador que troca dívidas de planos de saúde por atendimentos, beneficiando pacientes do SUS com cirurgias e exames.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou a favor do pagamento do BPC a mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhando o relator Flávio Dino. O julgamento pode redefinir a responsabilidade do INSS e da Justiça estadual.

A cineasta Marianna Brennand lança "Manas", um filme que aborda abusos infantis na Ilha de Marajó, evitando reviver traumas nas vítimas. O longa, premiado em Veneza, busca empoderar as vítimas e iluminar uma questão urgente.

A Serasa Experian lançou a sexta edição do programa Transforme-se, oferecendo 260 bolsas de estudo para jovens de São Paulo em cursos de tecnologia, com início em setembro de 2025. A iniciativa visa capacitar jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica, proporcionando suporte financeiro e mentoria.

A Rádio e TV Quilombo, originária do Quilombo Rampa no Maranhão, se destaca como o primeiro meio de comunicação quilombola do Brasil, recebendo reconhecimento nacional e internacional. Com tecnologia ancestral e inovação, a iniciativa, liderada por Raimundo Leite, promove a autonomia comunicativa das comunidades quilombolas, participando de eventos globais e conquistando prêmios.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 4 do Itapoã inicia reformas para aprimorar o atendimento e as condições de trabalho, com conclusão em 20 dias úteis. Durante as obras, os atendimentos ocorrerão em outra sala.