Impacto Social

Sarah Redzikowski expõe sua luta contra a dermatotilexomania e inspira outros a falarem sobre o transtorno

Sarah Redzikowski, influenciadora de 40 anos, compartilha sua luta contra a dermatotilexomania, revelando os impactos emocionais e a busca por tratamento em suas redes sociais. Sua coragem inspira muitos a falarem sobre esse transtorno.

Atualizado em
April 27, 2025
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A influenciadora Sarah Redzikowski - Alex Welsh/NYT

Sarah Redzikowski, influenciadora digital, revelou sua luta contra a dermatotilexomania, uma compulsão que a levou a cutucar a pele desde a adolescência. Em um vídeo no TikTok, ela compartilhou sua experiência, mostrando a vermelhidão e as cicatrizes em seu rosto, e expressou seu desejo de parar com esse comportamento que a afeta há décadas. Redzikowski estima que passa pelo menos duas horas por semana se dedicando a essa compulsão, o que representa um impacto significativo em sua vida pessoal e profissional.

O transtorno de escoriação, que inclui comportamentos como arrancar cabelos e roer unhas, afeta cerca de três por cento da população mundial. Especialistas, como a psicóloga Suzanne Mouton-Odum, destacam que a vergonha associada a esses comportamentos muitas vezes impede que as pessoas busquem ajuda. A decisão de Redzikowski de expor sua condição nas redes sociais é um passo importante para quebrar o ciclo de silêncio e constrangimento que muitos enfrentam.

Desde a infância, Redzikowski lidou com sua compulsão em segredo, utilizando estratégias como esconder as marcas com cabelo ou maquiagem. Sua luta se intensificou durante a pandemia, quando a ansiedade a levou a cutucar a pele com frequência. Após buscar tratamento psiquiátrico, ela começou a entender melhor sua condição e a explorar opções de tratamento, como o uso de N-acetilcisteína (NAC) e terapia.

O impacto emocional da dermatotilexomania é profundo. Redzikowski descreve momentos de desespero, como quando chegou a ingerir analgésicos após uma crise intensa. A busca por controle e conforto a levou a desenvolver esse comportamento, que se tornou um mecanismo de enfrentamento em situações estressantes. A terapia e grupos de apoio são recomendados para ajudar aqueles que lidam com esses transtornos a encontrar formas saudáveis de lidar com a ansiedade.

Recentemente, Redzikowski decidiu mostrar suas cicatrizes e compartilhar dicas de maquiagem para cobrir as marcas em um vídeo que alcançou quase 400 mil visualizações. Os comentários de apoio de seguidores revelam que muitos se sentem representados por sua história. Ela reconhece que, embora ainda não tenha superado completamente sua compulsão, a aceitação e a comunicação aberta sobre sua condição são passos cruciais para sua recuperação.

A luta de Redzikowski destaca a importância de discutir abertamente questões de saúde mental e comportamentos compulsivos. Iniciativas que promovem a conscientização e o apoio a pessoas que enfrentam esses desafios são essenciais. A união da sociedade pode fazer a diferença na vida de muitos que, como Redzikowski, buscam ajuda e compreensão em suas jornadas de recuperação.

Folha de São Paulo
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