Letícia Voi, de 27 anos, vive com acromatopsia, uma condição genética que limita sua visão a apenas 5% e a impede de perceber cores. Apesar dos desafios, ela é autônoma, trabalha em assistência social e ensina jiu-jitsu.

A acromatopsia é uma condição genética rara que afeta a percepção de cores, resultando em baixa acuidade visual e fotofobia. Letícia Voi, de 27 anos, é uma das pessoas que vive com essa condição, apresentando apenas 5% da visão. Apesar das limitações, Letícia leva uma vida autônoma, atuando na assistência social e como professora de jiu-jitsu, enfrentando desafios diários relacionados à sua condição.
Os acromatas nascem sem as células chamadas cones, responsáveis pela visão de cores. Essa condição é causada por mutações genéticas e, até o momento, não possui cura. Letícia, por exemplo, não consegue enxergar cores e sua visão se limita a tons acinzentados. Para identificar cores, ela utiliza nuances de cinza, aprendendo que cores quentes têm tons mais fortes e frias, mais suaves, o que a ajuda em atividades como jogar sinuca.
A prevalência da acromatopsia é de um caso a cada 40 mil nascimentos, tornando-a uma condição bastante rara em comparação ao daltonismo, que ocorre em um a cada doze indivíduos. Além da dificuldade em perceber cores, a acromatopsia está associada à baixa acuidade visual, dificultando a distinção de detalhes e objetos à distância. Letícia, por exemplo, enfrenta ainda o desafio de lidar com a luz intensa, que a incomoda bastante.
Letícia já trabalhou como tatuadora e é apaixonada por artes, criando principalmente obras em preto e branco. Formada em psicologia, atualmente atua no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Ribeirão Preto. Ela também é faixa preta em jiu-jitsu e ministra aulas em duas academias desde 2022. Letícia relata que, apesar das limitações, realiza suas atividades cotidianas com autonomia, pedindo ajuda apenas quando necessário.
De acordo com Renata Moreto, chefe do setor de oftalmogenética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP), a acromatopsia é uma distrofia retiniana bilateral hereditária e congênita. Os pacientes que nascem com essa condição não apresentam uma boa visão e podem ter movimentos involuntários dos olhos, conhecidos como estagmo. Embora não haja cura, existem medidas de reabilitação visual que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Pesquisas estão em andamento para desenvolver terapias genéticas que possam oferecer esperança para o futuro. Enquanto isso, a sociedade pode se unir para apoiar iniciativas que melhorem a qualidade de vida de pessoas como Letícia. Projetos que promovam a inclusão e a acessibilidade são essenciais para garantir que todos tenham oportunidades iguais, independentemente de suas condições. A união da sociedade pode fazer a diferença na vida de muitos.

O Brasil avança na saúde com o projeto do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS), financiado em US$ 320 milhões pelo Novo Banco do Desenvolvimento. A iniciativa, liderada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visa integrar tecnologia e saúde digital, promovendo um centro de excelência em saúde digital em São Paulo. O projeto inclui a construção de um edifício sustentável de 150 mil m² e a criação de uma rede de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes em todo o país.

O prefeito Eduardo Paes anunciou a criação do Bosque Fazenda da Baronesa na Fazenda da Taquara, transformando o espaço em um centro cultural interativo para a população. A fazenda, tombada desde 1938, deixará de receber visitas gratuitas.

As inscrições para o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário estão abertas, reconhecendo estudantes entre 18 e 34 anos que impactam suas comunidades. Indique um talento e contribua para sua visibilidade nacional.

O projeto "Aqui tem Memória" valoriza a cultura carioca com placas informativas e QR Codes em 47 pontos turísticos, incluindo a Igreja da Penha e a estátua do Bellini, promovendo conhecimento e preservação.

O Elas Trilham SP, fundado por Ingredi Lima, conecta quase 300 mulheres em São Paulo, promovendo trilhas e encontros que fortalecem laços e oferecem acolhimento emocional. O movimento, que começou com um simples pedido de companhia, destaca a importância das conexões femininas para a saúde emocional e o bem-estar.

A Casa Poéticas Negras da Flip, que começa em trinta de julho em Paraty, contará com a presença da escritora Eva Potiguara, vencedora do Prêmio Jabuti 2023, e do autor Andreone Medrado, representando a comunidade LGBTQIAPN+.