O Brasil investiga dois casos suspeitos de sarampo em Tocantins, ligados a um surto na Bolívia. O Ministério da Saúde alerta para o risco de disseminação da doença, que é altamente contagiosa.

O sarampo voltou a ser uma preocupação para as autoridades de saúde do Brasil. O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira, que investiga dois casos suspeitos da doença na cidade de Campos Lindos, no Tocantins. Os pacientes tiveram contato com pessoas que estiveram na Bolívia, onde um surto da doença está em andamento. A situação acendeu o alerta sobre a possibilidade de disseminação do vírus no Brasil, que desde o ano passado possui o certificado de território livre da circulação interna do sarampo, concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O sarampo é uma infecção altamente contagiosa, causada por um vírus do gênero Morbillivirus. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, além de manchas características na pele. As manchas de Koplik, esbranquiçadas na mucosa da boca, são um sinal inicial importante, seguidas pelo exantema, que são manchas vermelhas que se espalham pelo corpo. O quadro pode ser intenso, deixando o paciente bastante abatido, conforme explica Marcelo Otsuka, porta-voz da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Além dos sintomas visíveis, o sarampo pode levar a complicações graves, como otite, pneumonia e encefalite, que é a inflamação do sistema nervoso central. Heloísa Giamberardino, coordenadora do Centro de Imunizações do Hospital Pequeno Príncipe, destaca que a doença pode causar secreção excessiva, levando a pneumonia. A transmissão ocorre por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, e também por aerossóis em ambientes fechados.
Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo; o manejo é de suporte aos sintomas. O tratamento visa aliviar o desconforto, como a febre. O sarampo e a catapora, embora ambas comuns na infância, são causadas por vírus diferentes e apresentam sintomas distintos. A catapora, causada pelo vírus herpes-zóster, provoca bolhas cheias de líquido, enquanto o sarampo causa manchas vermelhas. O tratamento para a catapora é mais eficaz, pois existe um antiviral disponível.
O sarampo é considerado mais grave que a catapora, especialmente em relação ao comprometimento pulmonar e neurológico. Otsuka ressalta que, antes do controle vacinal, as internações por sarampo eram muito mais frequentes do que por varicela. Ambas as doenças são preveníveis por vacinas, sendo a vacina tetra viral indicada para crianças a partir de quinze meses, após a primeira dose da vacina tríplice viral, aplicada aos doze meses.
Diante do aumento de casos na Bolívia e da investigação em andamento no Brasil, é fundamental que a população esteja atenta à vacinação e às orientações das autoridades de saúde. A união da sociedade pode fazer a diferença em momentos como este, promovendo iniciativas que ajudem a disseminar informações e a garantir a imunização de todos, especialmente das crianças, que são as mais vulneráveis a essas doenças.

Brasil registra mais de um milhão de casos de dengue em 2025, com 668 mortes confirmadas. A epidemia continua a impactar a saúde pública, especialmente entre jovens adultos.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, busca parcerias com o setor privado para acelerar o tratamento de câncer no SUS, visando reduzir filas e tempos de espera. A iniciativa surge após dificuldades na implementação do programa Mais Acesso à Especialistas.

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de dois novos tratamentos hormonais para endometriose no SUS: o DIU-LNG e o desogestrel, após recomendação do Conitec. A implementação depende da atualização de protocolos.

Grupo Florescer, do Hospital Regional de Taguatinga, acolhe mais de 50 mulheres em tratamento oncológico, promovendo saúde mental e ressignificação das experiências. A iniciativa melhora desfechos clínicos e fortalece vínculos.

Com a cobertura vacinal contra a gripe em apenas 35,96%, o Brasil enfrenta um surto de influenza, com 15 estados em alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Especialistas alertam sobre a gravidade da situação, com quase 75% das mortes recentes atribuídas à cepa influenza A.

O Brasil registrou uma queda significativa de 76,2% nos casos de dengue no primeiro semestre de 2025, mas os números ainda são alarmantes. A vacinação, restrita a crianças, pode levar anos para impactar a epidemiologia da doença.