Impacto Social

Solano Ribeiro reflete sobre a MPB e os desafios dos festivais de música na era digital

Solano Ribeiro, produtor e diretor de festivais, alerta que a MPB enfrenta uma crise de visibilidade. Para celebrar os 60 anos do gênero, ele lança o Projeto 60, promovendo novos talentos.

Atualizado em
July 8, 2025
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O produtor e diretor de festivais de música Solano Ribeiro - Divulgação/Divulgação

Solano Ribeiro, um renomado produtor e diretor de festivais de música popular brasileira, expressou sua preocupação com a atual situação da MPB, afirmando que o gênero está morrendo. Em entrevista, ele destacou a falta de visibilidade para novos artistas e anunciou o Projeto 60, que visa celebrar os sessenta anos da MPB, proporcionando espaço para músicos contemporâneos.

Ribeiro, que tem uma trajetória rica no teatro e na televisão, foi responsável por eventos icônicos como o Festival Nacional da Música Popular Brasileira, realizado pela primeira vez em mil novecentos e sessenta e cinco. Este festival não apenas lançou a sigla MPB, mas também revelou talentos como Elis Regina, que apresentou a canção "Arrastão". O impacto desses festivais foi significativo, moldando a cena musical brasileira e introduzindo inovações, como a utilização de guitarras elétricas.

O produtor também mencionou que, apesar de existirem centenas de novos músicos e compositores no Brasil, muitos não recebem a exposição necessária. Ele citou artistas como Chico Science e a Nação Zumbi, além de cantoras como Tulipa Ruiz e Céu, que merecem mais reconhecimento. Ribeiro acredita que a mudança na forma de consumir música, especialmente com a ascensão da internet, contribuiu para a diminuição da relevância dos festivais tradicionais.

Além disso, Ribeiro criticou a forma como a música popular brasileira é percebida atualmente, onde qualquer artista que cante em português é rotulado como MPB. Ele enfatizou que a diversidade de influências e ritmos que caracterizavam a MPB original está se perdendo. Para ele, a inserção de novos gêneros e a tecnologia mudaram a essência do que foi a MPB nas décadas passadas.

Ribeiro também falou sobre a necessidade de um novo formato para festivais que possa se adaptar às novas mídias e ao consumo digital. Ele sugeriu que um festival moderno deve unir a divulgação em plataformas tradicionais e digitais, buscando valorizar a música brasileira em um cenário competitivo com a música internacional.

Com o Projeto 60, Ribeiro espera não apenas relembrar a rica história da MPB, mas também abrir portas para novos talentos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para garantir que esses novos artistas tenham a oportunidade de brilhar e que a MPB continue a evoluir e se reinventar, mantendo sua relevância cultural e musical no Brasil.

Folha de São Paulo
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