Estudo da USP revela que traumas na infância afetam saúde mental de adolescentes. Pesquisa indica que 30,6% dos transtornos mentais estão ligados a experiências traumáticas, com 81,2% dos jovens tendo enfrentado tais situações até os 18 anos.

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido, revelou que 30,6% dos diagnósticos de transtornos mentais em adolescentes estão ligados a traumas na infância. O estudo, publicado no The Lancet Global Health, analisou dados de 4.229 adolescentes da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, que acompanha indivíduos desde o nascimento, avaliando fatores de risco à saúde ao longo dos anos.
Os diagnósticos psiquiátricos, como ansiedade, alterações de humor e transtornos de conduta, foram avaliados aos 15 e 18 anos. A pesquisa identificou que 81,2% dos jovens vivenciaram situações traumáticas até os 18 anos, com a exposição a doze tipos de trauma, incluindo violência doméstica e abuso físico ou sexual. A pediatra Alicia Matijasevich, uma das autoras do estudo, destacou que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento da saúde mental.
Os pesquisadores observaram que a exposição a traumas na infância pode aumentar significativamente o risco de transtornos mentais ao longo da vida. O psiquiatra Elton Kanomata enfatizou que a infância e a adolescência são fases em que o desenvolvimento emocional e a resiliência estão em formação, tornando os jovens mais vulneráveis a problemas psicológicos.
O estudo também aponta que, em países de média e baixa renda, a prevalência de adversidades na infância é maior, enquanto os serviços de saúde mental são mais limitados. A professora da USP analisou que desigualdades socioeconômicas e maior exposição à violência contribuem para essa situação. A falta de acesso a diagnósticos e tratamentos adequados pode agravar os transtornos mentais, resultando em dificuldades na vida adulta.
Os transtornos mais comuns entre os adolescentes analisados foram os de conduta e oposição, ansiedade e humor. Esses transtornos podem impactar negativamente a vida escolar e social dos jovens, causando sofrimento significativo e interferindo nas atividades diárias. A identificação precoce de sinais de alerta, como alterações de humor e comportamento, é crucial para intervenções eficazes.
Os resultados da pesquisa ressaltam a importância de estratégias de prevenção e intervenção precoce para reduzir a carga de transtornos mentais na adolescência. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a saúde mental dos jovens, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor para aqueles que enfrentam traumas e dificuldades emocionais.

O Ministério da Saúde inicia a distribuição gratuita de preservativos texturizados e finos no SUS, visando aumentar o uso entre jovens e prevenir ISTs, com expectativa de 400 milhões de unidades. A ação responde à queda no uso de preservativos e à baixa solicitação após a pandemia.

Milhões de brasileiros com diabetes enfrentam desafios para obter aposentadoria ou auxílio-doença, que dependem da comprovação de incapacidade laboral em perícia do INSS. Documentação médica é essencial para a solicitação.

Lilian Melo, do Ministério da Justiça, destaca que 56 crianças morreram no Brasil em um ano devido a desafios online, como o caso de uma menina de 8 anos que inalou desodorante. O ministério propõe um canal de denúncias e um aplicativo para restringir conteúdos inadequados.
Neste fim de semana, a Secretaria de Saúde do DF promoveu vacinação no Zoológico de Brasília, aplicando mais de 250 doses no primeiro dia, facilitando o acesso da população à imunização. A ação atraiu famílias, que puderam atualizar suas vacinas enquanto desfrutavam de um passeio. Além do zoológico, a vacinação ocorreu em outros locais estratégicos do DF, ampliando a cobertura vacinal.
A nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no Gama, com investimento de R$ 6 milhões, atenderá 300 pacientes diariamente e contará com infraestrutura moderna. A obra é realizada pela Construtora Queiroz Oliveira e gerida pela Novacap.

A vacinação contra a variante JN.1 da Covid-19 no Rio de Janeiro é ampliada a partir de 2 de outubro para pessoas com 70 anos ou mais, incluindo acamados, com meta de imunizar 200 mil indivíduos. A Secretaria Municipal de Saúde destaca a importância da vacinação para reduzir internações e mortalidade, além de reforçar a necessidade de outras vacinas, como a da gripe.