Um treinamento online gamificado em Ruanda demonstrou que o acesso à internet pode impulsionar o empreendedorismo entre jovens, mesmo durante a pandemia, aumentando suas chances de iniciar negócios. O estudo revela que a interação social e a participação em clubes de negócios são fundamentais para fomentar a mentalidade empreendedora.

Os jovens desempenham um papel crucial na inovação econômica, mas enfrentam desafios significativos, especialmente em relação à educação e ao mercado de trabalho. Em 2024, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) revelou que 18,5% dos jovens entre 15 e 29 anos não estavam ocupados, estudando ou participando de cursos de qualificação. A pandemia de Covid-19 agravou essa situação, dificultando o acesso à educação, especialmente em um país com desigualdades como o Brasil.
Um estudo recente em Ruanda destacou a eficácia de um treinamento online gamificado de empreendedorismo, realizado entre janeiro e fevereiro de 2021. O programa, que durou seis semanas, foi projetado para estimular a mentalidade empreendedora entre alunos do ensino médio. Com cerca de 40 módulos interativos, os jovens aprenderam tanto sobre desenvolvimento de negócios quanto sobre habilidades socioemocionais, utilizando recursos de gamificação para aumentar o engajamento.
Os resultados do treinamento foram promissores. Um mês após a conclusão, os alunos que participaram do programa apresentaram uma probabilidade significativamente maior de iniciar seus próprios negócios, mesmo durante as restrições impostas pela pandemia. Além disso, o programa incentivou a participação em clubes de negócios nas escolas, que servem como uma porta de entrada para o empreendedorismo em Ruanda.
O acesso à internet nas escolas foi um fator crucial para o sucesso do treinamento, permitindo que os jovens superassem barreiras e se envolvessem ativamente nas atividades. O estudo também revelou que o programa fomentou a interação entre os jovens e suas famílias, promovendo discussões sobre ideias de negócios e aumentando o interesse por cursos de empreendedorismo nas escolas.
Esses achados sugerem que intervenções semelhantes poderiam ser implementadas no Brasil, onde muitos jovens enfrentam dificuldades semelhantes. A criação de programas de treinamento online que utilizem gamificação pode ser uma estratégia eficaz para estimular o empreendedorismo entre os jovens brasileiros, especialmente em um contexto pós-pandemia.
Iniciativas como essa podem abrir novas oportunidades para os jovens, permitindo que desenvolvam suas habilidades e se tornem protagonistas de suas próprias histórias. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar esses projetos, garantindo que mais jovens tenham acesso a treinamentos que estimulem sua criatividade e potencial empreendedor.

O INSS e o Ministério da Previdência Social aumentaram o prazo de concessão do auxílio-doença via Atestmed para até 60 dias, após críticas à redução anterior. A medida é válida por 120 dias e visa aliviar a fila de quase 4 milhões de segurados.

Nos dias 20 e 21 de maio, a Cann Doc, em parceria com a Lev Academy, promoverá um curso online gratuito sobre Cannabis medicinal para médicos, abordando práticas clínicas e evidências científicas. O evento visa capacitar profissionais na prescrição segura de canabinoides, com foco em temas como farmacodinâmica e indicações terapêuticas.

O Brasil avançou para 20,6% das matrículas em educação em tempo integral, mas cortes de R$ 4,8 bilhões pelo Congresso ameaçam a meta do Plano Nacional de Educação e a expansão de vagas.

Governador Ibaneis Rocha lança o Programa Meninas em Ação, que permite a estudantes do ensino médio assumirem cargos de mulheres referência no DF por um dia, promovendo empoderamento feminino.

O Ministério da Educação (MEC) iniciou o depósito da quinta parcela do programa Pé-de-Meia, concedendo R$ 200 a estudantes do ensino médio da rede pública que atendem aos critérios de frequência e inscrição no CadÚnico.

Mônica Pinto, do Unicef Brasil, enfatizou a necessidade de participação popular e condições adequadas para alcançar as metas do Plano Nacional de Educação, que será atualizado em 2026. A desvalorização do professor e o uso da tecnologia foram criticados, destacando a falta de prioridades nas políticas públicas.