A 2ª Turma Cível do TJDFT proibiu financeiras de bloquear celulares como garantia de empréstimos, visando proteger consumidores vulneráveis. A decisão, unânime, impõe multas e exige a remoção de aplicativos coercitivos.

A 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu, de forma unânime, proibir instituições financeiras de bloquearem celulares utilizados como garantia de empréstimos. A decisão, que foi proferida na última quinta-feira, dia 8, entrou em vigor imediatamente em todo o país. As financeiras Supersim e Socinal, que atendem a um público de baixa renda, foram as principais alvos da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O bloqueio remoto dos celulares, que era realizado por meio de um aplicativo instalado nos dispositivos dos clientes, foi considerado uma prática abusiva. As instituições financeiras têm um prazo de quinze dias para remover os aplicativos de suas lojas virtuais, como Google Play Store e App Store. O descumprimento dessa determinação acarretará uma multa diária de R$ 100 mil.
Além disso, novos contratos que exigirem a instalação do aplicativo também estarão sujeitos a penalidades, com multas de R$ 10 mil por cada empréstimo firmado após a decisão. No site da Supersim, ainda é possível encontrar anúncios de empréstimos com celular como garantia, embora ao clicar na oferta, uma mensagem de erro apareça. Já a Socinal não menciona mais esse tipo de serviço em seu site.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), um dos autores da ação, classificou o bloqueio de celulares como uma forma de "chantagem digital" contra consumidores vulneráveis. O promotor de Justiça Paulo Binicheski destacou que a proibição do bloqueio reestabelece o equilíbrio nas relações de consumo, garantindo o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação, que dependem do uso do celular.
A decisão judicial também enfatiza que o bloqueio unilateral do celular, sem autorização judicial ou notificação prévia, fere o devido processo legal, conforme garantido pela Constituição Federal. O Tribunal ainda reconheceu a prática de taxas de juros abusivas, que chegavam a 18,5% ao mês, muito acima da média divulgada pelo Banco Central.
Essa situação evidencia a necessidade de proteção dos consumidores, especialmente os mais vulneráveis. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a justiça e a equidade nas relações de consumo, ajudando aqueles que enfrentam dificuldades financeiras a se reerguerem e a terem acesso a serviços essenciais sem coerções.
O projeto InovaSAM, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, foi selecionado para o CoLabs 2025, visando criar um sistema inteligente de monitoramento de leitos para saúde mental. A iniciativa, coordenada por Keyla Almeida e apoiada por Fernanda Falcomer, utiliza inteligência artificial e big data para otimizar a gestão de leitos e melhorar a assistência aos pacientes.

A Sociedade Brasileira de Pediatria apoia a ampliação da licença-paternidade para até 60 dias, destacando a importância da presença paterna nos primeiros dias de vida. O Congresso é instado a avançar com projetos de lei sobre o tema.

O projeto Confirmação Vocal do Público Transgênero, fundado por João Lopes, transforma vidas ao ajudar pessoas trans a adequar sua voz à identidade de gênero, promovendo autoestima e inclusão social. Lune Yunka e Jordhan Lessa destacam a relevância do tratamento, que vai além da fonoaudiologia, oferecendo suporte psicológico e nutricional.

O projeto "DNA do Brasil" sequenciou 2.700 genomas, revelando 8,7 milhões de variantes genéticas desconhecidas e destacando a ancestralidade da população brasileira. A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de São Paulo, visa aprimorar a medicina personalizada e aumentar a representatividade genética no país.

Feirantes da Feira da Glória, recém-declarada patrimônio histórico, foram impedidos de trabalhar neste domingo, resultando em prejuízos e descontentamento. A Secretaria Municipal de Ordem Pública alegou irregularidades na instalação das barracas.

Neste sábado (26/7), o Museu Nacional da República receberá a quinta edição do encontro do coletivo Julho das Pretas que Escrevem no DF, com o tema “Escrever o afrofuturol”. O evento, parte do Festival Latinidades, homenageia mulheres negras e inclui sarau, rodas de conversa e venda de livros. A inscrição é gratuita e aberta a todas as mulheres que desejam escrever, promovendo a inclusão e o fortalecimento de suas vozes.