Saúde e Ciência

Um terço dos brasileiros acima de 35 anos apresenta gordura no fígado, alerta estudo da UFMG, UFRGS e USP

Cerca de um terço dos brasileiros acima de 35 anos apresenta gordura no fígado, segundo estudo da UFMG, UFRGS e USP, destacando a importância de hábitos saudáveis para a reversibilidade da condição.

Atualizado em
May 22, 2025
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A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, é uma condição que pode se desenvolver sem sintomas evidentes nos estágios iniciais. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode levar a complicações graves, como cirrose e câncer hepático. Portanto, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar a progressão da doença. A adoção de uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios são fundamentais para prevenir o acúmulo de gordura no fígado.

Um estudo recente realizado por especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade de São Paulo (USP) revelou que cerca de um terço dos brasileiros acima de 35 anos apresenta gordura no fígado. A pesquisa, publicada na revista Cadernos de Saúde Pública, analisou dados do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), envolvendo mais de oito mil pessoas. Os pesquisadores identificaram uma relação direta entre a esteatose hepática e o aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2.

A boa notícia é que o acúmulo de gordura no fígado é reversível com a adoção de hábitos saudáveis, especialmente em relação à alimentação e à prática de atividades físicas. Entre as principais causas da esteatose hepática estão o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, o consumo elevado de bebidas alcoólicas, o excesso de peso, o colesterol alto e o diabetes tipo 2. A condição pode ser classificada em duas formas: a esteatose hepática não alcoólica (NAFLD), relacionada a uma dieta desequilibrada, e a esteatose hepática alcoólica, que resulta do consumo excessivo de álcool.

Nos estágios iniciais, a doença geralmente não apresenta sintomas, dificultando o diagnóstico precoce. Contudo, à medida que a condição avança, alguns sinais podem surgir, como desconforto abdominal, cansaço constante, perda de peso e aumento do volume do fígado. Em fases mais graves, podem aparecer sintomas como icterícia, acúmulo de líquido no abdômen e confusão mental.

A prevenção e o tratamento da esteatose hepática são possíveis com mudanças no estilo de vida. Recomenda-se uma dieta equilibrada, que inclua frutas, legumes, verduras e fontes de gordura saudável, além da moderação no consumo de álcool. A prática regular de exercícios físicos e o controle do peso corporal são medidas eficazes para reduzir o risco da doença. Realizar exames periódicos é crucial para preservar a saúde do fígado e garantir qualidade de vida a longo prazo.

Vítimas de complicações relacionadas à esteatose hepática podem precisar de apoio para superar os desafios dessa condição. A união da sociedade civil pode fazer a diferença, promovendo iniciativas que ajudem a conscientizar sobre a importância da saúde hepática e incentivem a adoção de hábitos saudáveis.

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