Meio Ambiente

Universidade Federal do ABC desenvolve células solares de perovskita mais duráveis em condições ambientais

Estudo da Universidade Federal do ABC (UFABC) revela nova técnica para aumentar a durabilidade das células solares de perovskita, mantendo 80% da eficiência após noventa dias em condições ambientes. A pesquisa, liderada pelo professor André Sarto Polo, incorpora cátions de formamidínio, permitindo produção mais acessível e sustentável.

Atualizado em
April 28, 2025
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Pesquisa foi conduzida no âmbito do Centro de Inovação em Novas Energias (foto:CINE/divulgação)

Um estudo da Universidade Federal do ABC (UFABC) apresenta uma nova estratégia para aumentar a durabilidade das células solares de perovskita, que enfrentam problemas de degradação em ambientes úmidos e quentes. As células solares de perovskita são uma alternativa promissora às de silício, oferecendo eficiência semelhante e custos de produção mais baixos. No entanto, a baixa durabilidade tem sido um obstáculo para sua comercialização.

Os pesquisadores da UFABC desenvolveram um método que permite a produção dessas células em condições ambientes, sem a necessidade de rigoroso controle de umidade e temperatura. O professor André Sarto Polo, coordenador do estudo, destaca que essa abordagem pode facilitar a produção industrial dessas células solares.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, incorporou cátions de formamidínio (FA+) em perovskitas baseadas em metilamônio (MA+). Os cientistas testaram a estabilidade das células solares ao longo de noventa dias, expostas a condições de temperatura e umidade ambiente. As células que continham mais de 25% de FA+ mantiveram 80% da eficiência após esse período, enquanto as sem FA+ apresentaram queda acentuada na eficiência e falharam em trinta dias.

O aumento da durabilidade é atribuído ao crescimento dos grãos na estrutura cristalina da perovskita, que reduz a extensão das bordas, pontos críticos de acúmulo de umidade. Essa modificação estrutural resulta em menor degradação e melhor desempenho das células solares ao longo do tempo.

A pesquisa, realizada durante o doutorado de Lucas Polimante, abre novas perspectivas para o desenvolvimento de células solares de perovskita mais duráveis e com custos de produção reduzidos. O estudo recebeu apoio financeiro de diversas instituições, incluindo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Iniciativas como essa merecem ser apoiadas pela sociedade civil, pois podem levar a inovações que beneficiam o setor energético e promovem a sustentabilidade. A união em torno de projetos que buscam soluções para a durabilidade das células solares pode impactar positivamente o futuro da energia renovável.

Agência FAPESP
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