UTIs inteligentes prometem revolucionar o cuidado crítico com integração de dados em tempo real e inteligência artificial, aumentando a segurança e eficiência no tratamento de pacientes graves. Essa inovação pode reduzir a mortalidade e melhorar o acesso à saúde de qualidade no Brasil.
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são ambientes de alta complexidade, onde decisões críticas são tomadas rapidamente. Avanços na medicina intensiva melhoraram a sobrevida de pacientes graves, mas ainda existem desafios significativos, como altos índices de mortalidade evitável e escassez de recursos humanos. A pressão por eficiência e segurança é crescente, levando à necessidade de repensar o modelo de UTI para o século XXI.
A proposta das UTIs inteligentes surge como uma solução inovadora. Esse novo paradigma de cuidado se baseia na integração de dados em tempo real, no uso de inteligência artificial (IA) e em modelos assistenciais orientados por evidências. Pacientes internados em UTIs geram uma quantidade imensa de dados diariamente, que, no modelo tradicional, são frequentemente subutilizados e mal interpretados.
Nas UTIs inteligentes, esses dados são integrados automaticamente por sistemas interoperáveis, que analisam as informações em tempo real. Isso permite a emissão de alertas precoces sobre deterioração clínica e sugestões de conduta. A tecnologia não substitui o médico, mas potencializa o raciocínio clínico e minimiza erros humanos, identificando padrões que podem prever complicações como sepse e insuficiência respiratória.
Além disso, as UTIs inteligentes possibilitam a implementação de protocolos atualizados com base em grandes bases de dados. A personalização do tratamento se torna mais viável, com algoritmos que estratificam riscos e sugerem condutas alinhadas ao perfil de cada paciente. A digitalização também permite rastrear ações terapêuticas, aumentando a segurança do paciente e a eficiência das equipes.
No Brasil, a crise de sustentabilidade do sistema de saúde é evidente, especialmente em UTIs, que são de alto custo e baixa previsibilidade. A inteligência operacional pode otimizar o tempo de internação e reduzir exames desnecessários, resultando em economia sem comprometer a qualidade do atendimento. Essa transformação também impacta a cultura organizacional, promovendo a colaboração entre profissionais de saúde.
A implementação de UTIs inteligentes pode ser uma solução para a desigualdade no acesso ao cuidado crítico de qualidade, especialmente em áreas menos favorecidas. Em um mundo que enfrenta desafios como pandemias e resistência bacteriana, a reinvenção da medicina intensiva é urgente. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar a saúde pública e garantir um atendimento mais humano e eficiente.
Lisandra Uwaireudo, mulher trans bororo, foi acolhida em rituais femininos, simbolizando a crescente aceitação de identidades de gênero na comunidade. Majur Harachell Traytowu se destacou como a primeira cacica trans do Brasil, enquanto Kiga Bóe fundou um coletivo LGBTQIA+ indígena.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) exibirá, em 17 de junho de 2025, o documentário "Ciro Fernandes: Matrizes da Memória", que retrata a vida e obra do artista. A produção de 28 minutos, dirigida por Claudia Rangel, é a primeira investigação acadêmica sobre Ciro Fernandes e destaca sua técnica na xilogravura e a conexão com a cultura popular brasileira. A exibição, gratuita e aberta ao público, visa refletir sobre a preservação do patrimônio imaterial e a importância da arte como resistência cultural.
Participantes do Reviver Cultural, projeto de revitalização do Centro, reclamam de atrasos nos repasses financeiros, mas a Prefeitura afirma que os pagamentos estão em dia, com apenas três projetos com pendências documentais.
Neurocientistas desenvolveram um novo dispositivo que permite a comunicação apenas por pensamento, alcançando até 150 palavras por minuto, usando um dicionário de 125.000 palavras. Essa inovação promete transformar a vida de pessoas com dificuldades de fala, como os participantes com esclerose lateral amiotrófica (ELA) e derrame cerebral, que agora podem se expressar com mais facilidade e rapidez.
Após um acidente que resultou em lesão medular, uma ex-estudante de medicina transformou sua experiência em um trabalho pela inclusão de pessoas com deficiência na Bayern, promovendo adaptações e valorizando talentos. Ela destaca a importância de uma abordagem inclusiva e a necessidade de mudanças na percepção social sobre a deficiência.
A peça "Takotsubo, Coração Partido" estreia em 11 de julho no Teatro Rogério Cardoso, abordando a síndrome do coração partido e os efeitos do estresse emocional na saúde mental. Com direção de Edio Nunes e Larissa Bracher, a obra busca educar o público e desconstruir estigmas sociais. A narrativa é baseada na experiência de uma mulher de 48 anos, recém-separada e enfrentando as consequências de um evento emocional extremo.