O número de vasectomias cresceu 40% entre 2022 e 2024, mas muitos homens ainda hesitam em realizar o procedimento, cercado de mitos e tabus. A nova lei de 2023 permite a cirurgia a partir dos 21 anos.

A vasectomia, um método contraceptivo seguro, ainda gera receios entre muitos homens. Fatores como tabus culturais, desinformação e preconceitos históricos contribuem para essa hesitação. Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de vasectomias aumentou quarenta por cento entre 2022 e 2024, passando de sessenta e sete mil para noventa e cinco mil procedimentos. Apesar desse crescimento, a resistência persiste, conforme aponta o urologista Pedro Oliveira, de Sorocaba (SP).
Oliveira destaca que muitos homens acreditam que a vasectomia é um processo complexo e que pode causar danos ao órgão genital, o que é uma inverdade. Para desmistificar essa percepção, ele enfatiza a importância de uma orientação adequada. A vasectomia é uma ferramenta eficaz para o planejamento familiar e pode beneficiar a saúde das parceiras, que muitas vezes dependem de anticoncepcionais hormonais.
O médico lista cinco mitos comuns sobre a vasectomia. O primeiro é que o procedimento causa impotência; na verdade, não há interferência na produção de testosterona, libido ou função erétil. O segundo mito afirma que o homem ejacula menos após a cirurgia, mas o volume do sêmen permanece praticamente inalterado, já que os espermatozoides representam menos de cinco por cento do líquido ejaculado.
Outro equívoco é a ideia de que a cirurgia é dolorosa ou complexa. Na realidade, trata-se de um procedimento de baixa complexidade, realizado com anestesia local e que provoca apenas desconforto leve. Além disso, muitos temem que a vasectomia aumente o risco de câncer, mas não há evidências científicas que sustentem essa relação. Por fim, a recuperação é rápida, com necessidade de repouso apenas nos dois primeiros dias.
Desde a promulgação da Lei 14.443/2022, em 2023, a vasectomia pode ser realizada em homens a partir de vinte e um anos. A legislação também estabelece um intervalo mínimo de sessenta dias entre a solicitação e a realização do procedimento, além de exigir acompanhamento por uma equipe de saúde multidisciplinar. Oliveira ressalta que a vasectomia é uma decisão consciente que fortalece a parceria no casal e protege projetos de vida.
É fundamental que a sociedade se una para desmistificar a vasectomia e promover a saúde reprodutiva. Iniciativas que busquem esclarecer e informar sobre o procedimento podem fazer a diferença na vida de muitos homens e suas parceiras. Juntos, podemos apoiar projetos que visem a educação e a conscientização sobre métodos contraceptivos, contribuindo para um futuro mais saudável e responsável.

Desde 2022, professores temporários superam 50% do corpo docente nas redes estaduais, impactando negativamente o desempenho dos alunos, conforme estudos do BID e do movimento Todos Pela Educação. A situação gera preocupações sobre a qualidade da educação e mobiliza ações legislativas para melhorar as condições de trabalho e a formação desses profissionais.

O Ministério da Educação (MEC) reformulará a avaliação dos cursos de saúde, incluindo Medicina, focando na prática e supervisão docente. A nova abordagem visa melhorar a qualidade do ensino e atender às especificidades de cada área.

O Ministério da Saúde lançou cursos autoinstrucionais sobre Análise Espacial e Inteligência Artificial, com inscrições até setembro de 2025, visando aprimorar a vigilância em saúde no Brasil. Os cursos, em parceria com a OPAS e a USP, têm como objetivo capacitar profissionais para utilizar ferramentas estratégicas na saúde pública.

Helio De La Peña participará de roda de conversa no CAMP da Mangueira, abordando a série "Adolescência" e os desafios da juventude. O evento ocorre nesta quinta-feira, às 10h30.

A Fundação Cecierj está com inscrições abertas para 5.700 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional a distância, com sorteio em agosto de 2025. As aulas ocorrerão de agosto a dezembro de 2025, oferecendo formação em áreas como marketing digital e ciência de dados.

Em 2024, 20,5 milhões de brasileiros não acessaram a internet, com 73,4% sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. O acesso entre idosos cresceu para 69,8%, mas 5,1 milhões de lares ainda estão desconectados.