Servidores do Ibama participaram de workshop em Santos para aprimorar a identificação de tubarões ameaçados, visando fortalecer a fiscalização e combater o comércio ilegal. Especialistas internacionais contribuíram com conhecimentos valiosos.

São Paulo/SP (21 de agosto de 2025) – Entre os dias 18 e 21 de agosto, servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram do Workshop Nacional sobre Identificação de Espécies de Tubarões Listadas. O evento, realizado em Santos, teve como objetivo capacitar as equipes de fauna na identificação das espécies que constam nos apêndices da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites).
O workshop foi promovido pela Unidade Técnica do Ibama em Santos, em parceria com a Associação Conservação da Vida Silvestre do Brasil e da Argentina (WCS), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Receita Federal do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O foco principal foi fortalecer a fiscalização ambiental e preparar o Brasil para combater o comércio ilegal que ameaça a vida marinha.
Servidores do Ibama de diversas regiões, incluindo Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará e Distrito Federal, participaram do evento. Também estiveram presentes representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, além de pesquisadores e professores da Unesp.
A condução técnica do workshop ficou a cargo da Dra. Rima W. Jabado, especialista reconhecida mundialmente em conservação de tubarões e raias. Ela trouxe dados atualizados sobre o comércio global das 150 espécies de tubarões e raias listadas na Cites e conduziu atividades práticas de identificação de animais inteiros, peles, partes e derivados.
No encerramento do encontro, os servidores destacaram a importância da troca de conhecimento e a oportunidade de contato com especialistas internacionais. O workshop foi considerado um passo fundamental para reforçar a proteção de espécies essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
Iniciativas como essa são vitais para a conservação da biodiversidade. A união da sociedade civil pode ser um grande impulso para projetos que visam a proteção das espécies ameaçadas, garantindo um futuro mais sustentável para nossos oceanos.

O governo lançou o Plano BR-319, que visa a pavimentação da rodovia entre Porto Velho e Manaus, com foco na preservação ambiental e proteção das terras indígenas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância de estudos de impacto e governança para evitar desmatamento e degradação. A licença prévia está suspensa, e a nova abordagem busca evitar erros do passado, como na BR-163.

A Transpetro inaugurou sua segunda usina solar em Belém, com investimento de R$ 3,2 milhões, visando energia renovável e redução de emissões em 30 toneladas anuais. A iniciativa faz parte do programa Terminal + Sustentável.

Sebastião Salgado, fotógrafo e defensor ambiental, faleceu aos 81 anos, deixando um legado de 50 anos de trabalho em prol da justiça social e da natureza. Ele fundou o Instituto Terra e recebeu diversos prêmios, incluindo o da Organização Mundial de Fotografia. Salgado alertou sobre a perda de biodiversidade e a crise hídrica, enfatizando a importância da conscientização. Mesmo próximo do fim da vida, continuou sua luta pela preservação ambiental, afirmando que sua vida está refletida em suas fotografias.

A Câmara Municipal de Niterói aprovou projeto que proíbe venenos em espaços públicos, permitindo uso apenas por órgãos governamentais. A medida visa proteger animais e crianças, aguardando sanção do prefeito.

Duas exposições em São Paulo e no Rio de Janeiro abordam a conexão entre arte e meio ambiente, enquanto a Câmara dos Deputados aprova projeto que compromete a proteção ambiental, gerando críticas.

Pesquisas recentes revelam que a Amazônia era mais úmida durante períodos glaciais, desafiando a visão tradicional e alinhando-se a modelos climáticos futuros. O estudo, realizado por universidades brasileiras e da Duke University, analisa sedimentos marinhos e revela uma relação entre temperatura global e a dinâmica climática da região.