A recente dispersão dos usuários de crack na cracolândia de São Paulo, em 13 de maio, ecoa a abolição da escravidão, revelando a falta de suporte e reintegração social. O governo enfrenta novos desafios com a formação de minicracolândias.

A cracolândia, em São Paulo, passou por uma ação de esvaziamento em 13 de maio, data que remete à abolição da escravidão. A comparação entre os dois eventos destaca que, assim como os ex-escravizados, os usuários de drogas agora se dispersaram pela cidade, sem acesso a tratamento ou reintegração social. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) enfrenta o desafio de lidar com novas minicracolândias que surgiram em diversos bairros, enquanto a cidade se prepara para um possível reassentamento e revitalização do centro.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), expressou surpresa com a rapidez do esvaziamento, questionando se a ação foi resultado de um reassentamento voluntário ou de uma estratégia de revitalização. A ONG Craco Resiste critica a falta de direitos humanos e sociais desde a abolição de 1888, afirmando que os dependentes químicos estão cada vez mais marginalizados e vulneráveis. A dispersão dos usuários também levanta preocupações sobre a eficácia das políticas de combate às drogas.
O vice-governador Felício Ramuth alertou que o fim da cracolândia pode não ser definitivo, apesar das comemorações de "vitória" por parte do governo. O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que, no dia do esvaziamento, houve um aumento na busca por atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), embora muitos psiquiatras não recomendem esses centros devido à falta de um plano claro de recuperação.
Dados indicam que a cracolândia sobreviveu a diversas administrações desde 1990, e a dispersão atual pode ser vista como uma repetição de tentativas anteriores que falharam em resolver o problema de forma duradoura. O tráfico de drogas se adaptou à nova realidade, e a polícia enfrenta dificuldades em controlar a situação, com relatos de violência policial e apreensões significativas de drogas.
Experiências internacionais, como as de Lisboa e da Suíça, mostram que o fechamento de áreas de uso de drogas pode ser acompanhado de estratégias de reabilitação e suporte social. O programa Recomeço, do governo estadual, busca oferecer tratamento e reinserção social, mas enfrenta o desafio de atender a uma população dispersa e vulnerável, que inclui cerca de 100 mil pessoas em situação de rua.
Essa situação exige uma mobilização da sociedade civil para apoiar iniciativas que promovam a recuperação e a reintegração dos dependentes químicos. Projetos que visem oferecer suporte e dignidade a essas pessoas podem fazer a diferença em suas vidas, ajudando a combater a marginalização e a exclusão social que persistem desde a abolição da escravidão.

Durante a Semana de Pentecostes, quase três mil pessoas foram vacinadas contra a gripe no Taguaparque, em Taguatinga, com apoio da Secretaria de Saúde e do Governo do Distrito Federal. A ação reforçou a importância da imunização entre os fiéis.

Influenciador Felca lança vídeo "Adultização", alertando sobre os perigos da exposição infantil nas redes sociais e impulsionando projeto de lei que visa regular plataformas digitais para proteger menores.

Veridiana Quirino, empresária de Campinas, superou uma infância difícil e hoje fatura mais de R$ 70 milhões com sua marca de semijoias, planejando expandir suas franquias para 700 até 2025.

Santa Catarina realizará no domingo (18) o maior simulado de desastres naturais do Brasil, envolvendo 240 mil pessoas em ações de evacuação e ajuda humanitária, visando aprimorar a resposta a emergências.

O Quilombo São José da Serra, em Valença, participa da exposição "Bonecas que contam histórias" no Catete, celebrando uma década de titularidade e promovendo sua cultura por meio de artesanato. Luciene Valença, artesã e secretária da associação, destaca a importância da visibilidade e a conexão com a história de resistência do quilombo, que existe há mais de 150 anos.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as diretrizes para cirurgia bariátrica, permitindo o procedimento a partir de IMC de 30 kg/m² e para adolescentes a partir de 14 anos com obesidade grave. As novas regras visam atender a demanda por tratamentos mais acessíveis e seguros.