Al Gore e André Corrêa do Lago garantem que a crise de hospedagem da COP-30 em Belém será resolvida, destacando a importância de combater a desinformação sobre a transição energética. Durante evento no Rio de Janeiro, Gore incentivou a participação na conferência, enquanto Corrêa do Lago assegurou que haverá acomodações acessíveis. Ambos ressaltaram a necessidade de incluir ministros de finanças nas discussões climáticas.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, participou de um evento do The Climate Reality Project no Rio de Janeiro, ao lado do presidente da COP-30, André Corrêa do Lago. Durante a ocasião, Gore incentivou delegações e ativistas a comparecerem à conferência do clima da ONU em Belém, apesar da crise de hospedagem que a cidade enfrenta. “Vá para Belém porque eles vão resolver esse problema; é o presidente da COP e o presidente Lula que estão falando”, afirmou Gore, destacando a confiança nas promessas de solução.
André Corrêa do Lago também se manifestou sobre a escolha de Belém como sede da COP-30, respondendo a preocupações levantadas por representantes de delegações da África que pediram a mudança do local. Ele garantiu que a questão da hospedagem está sendo tratada e que haverá acomodações acessíveis para todos os participantes. “Belém é uma cidade incrível, mas nenhuma cidade do mundo foi projetada para receber uma COP, só Dubai”, disse Lago, enfatizando a necessidade de adaptação.
Um dos principais desafios destacados por Lago é a desinformação em torno da transição energética. Ele mencionou a presença de um forte negacionismo que precisa ser combatido, afirmando que é essencial mostrar os benefícios econômicos e sociais dessa transição. “Precisamos mostrar que a transição é boa para a economia, para a qualidade de vida e para a geração de empregos”, ressaltou.
Além disso, Lago destacou a importância da participação de ministros de finanças na COP-30, incluindo Fernando Haddad, que lidera um grupo significativo de economistas. Ele enfatizou que as decisões tomadas na conferência terão impacto direto na economia mundial, tornando a presença desses ministros crucial para o sucesso do evento.
Gore e Lago concordaram que a COP-30 em Belém será uma oportunidade única para discutir soluções climáticas e promover a inclusão. Ambos expressaram otimismo sobre a capacidade de resolver os desafios logísticos e de comunicação que a conferência enfrenta.
Em tempos de crise climática, a união da sociedade civil é fundamental para apoiar iniciativas que promovam a inclusão e a conscientização. Projetos que visem ajudar na organização de eventos como a COP-30 podem fazer a diferença, garantindo que todos tenham acesso às discussões e soluções necessárias para um futuro sustentável.

Cascas de banana, frequentemente descartadas, são valiosas para o cultivo doméstico, servindo como adubo natural e repelente de pragas. Essa prática sustentável enriquece o solo e protege as plantas.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) se prepara para a COP 30 com novos produtos financeiros, como o fundo "Colabora" e a iniciativa "Reinveste mais", visando mobilizar recursos para a agenda climática. O presidente Ilan Goldfajn destacou a importância de unir carteiras de bancos locais para atrair investidores internacionais, mesmo diante do recuo dos Estados Unidos na agenda climática. O BID busca enfrentar os desafios do financiamento climático e aumentar a entrada de capital privado em mercados emergentes.

Em 2024, o Brasil enfrentou um aumento alarmante nas queimadas, com a Amazônia queimando 15,6 milhões de hectares, um recorde histórico. O Cerrado e a Amazônia juntos representam 86% das áreas afetadas.

O plano da Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, lançado em 2025, busca eletrificar 50% dos carros e 300 mil ônibus até 2050, com investimentos de R$ 600 bilhões e redução de 35% nas emissões de CO2.

Em 2024, a Amazônia e a Mata Atlântica sofreram incêndios devastadores, queimando 30 milhões de hectares, o pior registro em quatro décadas, com um aumento de 62% em relação à média histórica. A Floresta Atlântica perdeu mais de 1 milhão de hectares, enquanto a Amazônia sozinha respondeu por 15 milhões de hectares queimados. A Terra Indígena Utiatiti, em Mato Grosso, foi severamente afetada, com mais de 2 milhões de hectares destruídos. A maioria dos incêndios ocorreu entre agosto e outubro, durante a estiagem.

O documentário "World without cows", de Mark Lyons, revela os impactos ambientais da remoção do gado e será exibido na COP 30. A Alltech investirá R$ 120 milhões em modernização no Brasil.