Meio Ambiente

Al Gore redefine sua estratégia de ativismo climático e promove treinamento para mil líderes no Brasil

Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, iniciou um treinamento para mil ativistas ambientais no Brasil, elogiando o país como potencial líder em questões climáticas. Ele destaca a matriz energética renovável e a diplomacia do governo Lula.

Atualizado em
August 17, 2025
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Al Gore: "Qualquer nação que tente sediar uma COP hoje enfrenta grandes desafios, mas acho que o Brasil tem melhor chance de sucesso que praticamente qualquer outro país." (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e renomado ativista climático, está no Brasil para um treinamento de mil ativistas ambientais. O evento, promovido pelo Climate Reality Project, ocorre no Rio de Janeiro e se estende até o dia dezessete de agosto. Durante sua visita, Gore elogiou a matriz energética renovável do Brasil e a diplomacia do governo Lula, destacando o potencial do país como líder em questões climáticas.

Gore, que já recebeu o Prêmio Nobel da Paz em dois mil e sete, tem se dedicado a influenciar o multilateralismo em questões ambientais. Ele acredita que o Brasil possui uma chance única de sucesso em comparação com outras nações, devido à sua capacidade de representar tanto economias desenvolvidas quanto em desenvolvimento. Em sua apresentação, ele afirmou: "O Brasil tem melhor chance de sucesso que praticamente qualquer outra nação."

O ativista também comentou sobre as recentes negociações em Genebra para um Tratado Internacional do Plástico, que terminaram sem acordo devido à resistência de países produtores de petróleo. Gore criticou a influência da indústria de combustíveis fósseis, afirmando que "é insano permitir que poluidores escrevam as regras." Ele ressaltou a necessidade de construir uma vontade política que possa desafiar essa hegemonia.

Gore, que tem uma longa trajetória no ativismo ambiental desde os anos setenta, destacou a importância de movimentos populares para reverter a atual situação climática. Ele observou que, apesar da instabilidade causada pela política dos Estados Unidos, muitos governos subnacionais e empresas americanas continuam a buscar ações climáticas. O ex-vice-presidente também mencionou a União Europeia como uma força significativa, mas expressou ceticismo em relação à liderança da China.

O ativista se mostrou otimista em relação à próxima Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em Belém, e elogiou a equipe diplomática do governo brasileiro, especialmente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ele acredita que o Brasil, com sua capacidade de gerar noventa por cento de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, pode servir de exemplo para outras nações.

Com a COP30 se aproximando, a mobilização da sociedade civil é crucial. Iniciativas que promovem a educação e a conscientização sobre questões climáticas podem fazer uma diferença significativa. A união em torno de projetos que visam a preservação do meio ambiente é essencial para garantir um futuro sustentável e justo para todos.

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