Governo de São Paulo instalará barreira flutuante no Rio Tietê para conter aguapés, enquanto Cetesb interdita praias devido à toxicidade das algas. Medidas visam mitigar impactos ambientais e de navegação.

O governo de São Paulo anunciou a instalação de uma barreira flutuante com boias para conter a proliferação de aguapés no Rio Tietê, especificamente na região de Barra Bonita, a 300 quilômetros da capital. Essa medida visa mitigar os impactos negativos no turismo, na pesca e na saúde ambiental, uma vez que a presença excessiva dessas plantas aquáticas tem dificultado a navegação e causado riscos à fauna local. Recentemente, embarcações de turismo ficaram encalhadas devido ao acúmulo de aguapés.
A barreira, que terá cerca de dois quilômetros de extensão, será posicionada a montante da barragem da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, próxima à eclusa. As boias serão ancoradas para garantir a estabilidade da estrutura. Após a instalação, uma equipe será responsável por monitorar e remover o aguapé que eventualmente ultrapassar a barreira. Essa ação faz parte de um conjunto de iniciativas da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) para combater a eutrofização, que é a poluição por excesso de nutrientes que favorece a proliferação de algas.
De acordo com Cristiano Kenji Iwai, subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Semil, a instalação das boias deve ocorrer em até 120 dias, podendo ser antecipada. Enquanto isso, o manejo das plantas aquáticas já está em andamento, com ações para desobstruir a via de navegação. Além disso, um grupo de fiscalização integrada será criado para monitorar as bacias hidrográficas do Tietê, identificando fontes de poluição e lançamentos irregulares.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) interditou praias devido à toxicidade das algas, que incluem a cianobactéria Microcystis aeruginosa, considerada altamente tóxica. No dia 4 de abril, a CETESB constatou que a água do Tietê estava imprópria para banho, levando à interdição da praia de Sabino, a 469 quilômetros de São Paulo. A recomendação é evitar o contato com o rio, tanto para pessoas quanto para animais.
Operadores de turismo expressaram preocupação com a proposta do governo, afirmando que as medidas não abordam a retirada imediata dos aguapés. Eles sugerem que a remoção mecânica das plantas aquáticas é necessária, especialmente nas áreas mais afetadas. O vereador Daniel Zacharias Zago (MDB) também destacou que, mesmo com a fiscalização, o problema das plantas aquáticas persistirá devido a um passivo ambiental acumulado ao longo de décadas.
Kenji Iwai reconheceu que a eutrofização é um problema histórico que se intensificou com a crise climática. Ele mencionou ações do governo, como o programa Integra Tietê, que retirou milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios. A Auren Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, está implementando medidas para manter a navegabilidade na eclusa. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a recuperação e preservação do Rio Tietê, beneficiando a comunidade local e o meio ambiente.
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O Fundo Amazônia, criado em 2008, já apoiou mais de 133 projetos com mais de R$ 5 bilhões, mas enfrenta críticas por burocracia e falta de transparência na liberação de recursos. Especialistas pedem agilidade e inclusão.

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