Estudo revela que as ciências humanas são as menos financiadas nas pesquisas sobre a Amazônia, destacando a urgência de integrar a saúde local e promover colaboração entre países da região.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Charles University, na República Tcheca, revela que as ciências humanas são as menos financiadas e produzidas nas pesquisas sobre a Amazônia. A análise, que abrangeu publicações científicas entre mil novecentos e setenta e sete e dois mil e vinte e quatro, destaca a necessidade de integrar a saúde da população local nas discussões sobre desmatamento e políticas públicas.
Os dados foram publicados no artigo intitulado Pesquisa Científica para a Amazônia: Uma Revisão das Principais Tendências e Lacunas, na revista Conservation. A pesquisa identificou um crescimento nas publicações sobre a Amazônia a partir dos anos 2000, impulsionado pelo interesse em desmatamento e pela formulação de políticas públicas, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criado em dois mil e quatro.
Apesar do aumento no número de estudos, a maioria ainda se concentra em ciências duras, como biologia e química. A pesquisadora Carolina Fernandes, do Instituto de Física, ressalta que é fundamental considerar os desafios enfrentados pelas comunidades locais para abordar a questão do desmatamento. Ela enfatiza a importância de incluir a Amazônia no contexto global das mudanças climáticas.
Outro ponto crítico identificado no estudo é a falta de pesquisas relacionadas à saúde da população amazônica, especialmente nas áreas mais afetadas pelo desmatamento e queimadas. O professor Marco Aurélio Franco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, destaca que as comunidades locais devem ser integradas em grandes projetos de pesquisa, tornando-se protagonistas na produção de conhecimento sobre a região.
O levantamento também revelou que o Brasil lidera a produção de pesquisas sobre a Amazônia, seguido por países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. No entanto, os outros países amazônicos, como Guiana, Suriname e Colômbia, apresentam uma produção significativamente menor. Carolina Fernandes argumenta que a conservação da floresta requer uma governança conjunta entre todos os países que compartilham esse bioma.
O estudo conclui que a falta de investimento em pesquisa no Sul Global limita a capacidade de produção científica. A união de esforços entre os países amazônicos é essencial para a preservação da floresta. Iniciativas que promovam a colaboração e o financiamento de projetos voltados para a saúde e bem-estar das comunidades locais podem ser um passo importante para enfrentar esses desafios.

A Stellantis inaugurou o primeiro "Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças" da América Latina em Osasco (SP), com investimento de R$ 13 milhões, focando na reciclagem de veículos e venda de peças reaproveitadas. O centro, que pode desmontar até 8 mil veículos por ano, promete gerar 150 empregos e evitar a emissão de 30 mil toneladas de CO₂ anualmente. As peças, com garantia de qualidade e rastreabilidade, serão vendidas a preços reduzidos, contribuindo para a economia circular e a redução de veículos desmontados irregularmente.

O Ibama lançou o Parecer de Extração Não Prejudicial para o gênero Cedrela, essencial para a exploração sustentável da madeira, em parceria com instituições e apoio internacional. O documento fundamenta a emissão de licenças de exportação, garantindo a preservação da espécie.

Relatório do Greenpeace revela aumento de 93% na devastação da TI Sararé, enquanto outras terras indígenas apresentam queda. Garimpeiros migram para áreas menos protegidas.

Karenna Gore, filha de Al Gore, foi nomeada coordenadora para a América do Norte do Balanço Ético Global da COP30 e participará de uma celebração inter-religiosa no Brasil, enfatizando a ética na crise climática.

A Embrapa Meio Ambiente lançou o livro "Efeitos dos usos do solo sobre insetos de ambientes aquáticos brasileiros", coordenado por Kathia Sonoda, com 37 autores. A obra, gratuita e em formato digital, destaca a importância dos insetos aquáticos no biomonitoramento e nas políticas públicas.

O Ibama realizou atividades educativas em Florianópolis para crianças de quatro a cinco anos, abordando temas ambientais e doando uma muda de pitangueira como símbolo de continuidade. A ação reforça a importância da educação ambiental na formação de valores e atitudes para a conservação do meio ambiente.