Estudo revela que áreas prioritárias para a biodiversidade na Amazônia enfrentam gestão fraca, com apenas oito das 65 unidades analisadas apresentando boa administração. Investimentos são urgentes para evitar extinções.

A Amazônia enfrenta uma crise alarmante de desmatamento e degradação, o que resulta na perda de biodiversidade e na ameaça a diversas espécies. Um estudo recente, publicado na revista Biological Conservation, revela que as áreas mais cruciais para a biodiversidade na região recebem investimentos insuficientes em gestão. A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e da Universidade Federal de Goiás (UFG), analisou 261 unidades de conservação e identificou 65 áreas de alta prioridade que apresentam gestão fraca ou regular.
Essas áreas, que combinam alta diversidade de espécies ameaçadas e grande pressão por desmatamento, são comparadas a uma biblioteca em chamas, onde os "livros" mais valiosos estão prestes a se perder. Apenas oito das unidades prioritárias têm gestão considerada ótima, enquanto muitas, como a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, estão em situação crítica. A pesquisa destaca a necessidade urgente de fortalecer a gestão dessas áreas para evitar a extinção de espécies.
O estudo também aponta que as unidades de conservação com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) apresentam melhores níveis de gestão. Um exemplo positivo é a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, onde as comunidades locais participam ativamente da vigilância e monitoramento do território, resultando em melhorias na biodiversidade e na renda das famílias. Essa experiência demonstra que a governança local e a participação comunitária são essenciais para a eficácia das áreas protegidas.
Por outro lado, as unidades localizadas em regiões com alta taxa de desmatamento enfrentam gestão mais frágil. A APA Triunfo do Xingu, por exemplo, lidera a lista das áreas que mais perderam floresta em 2024. Sem estrutura e investimento adequados, a missão de conter a perda de biodiversidade torna-se inviável. O artigo sugere uma priorização de recursos para as 65 áreas com alto valor ecológico, especialmente aquelas com maiores deficiências de gestão.
O custo anual mínimo para conservar 80% da Amazônia é estimado entre US$ 1,7 e 2,8 bilhões, enquanto os recursos disponíveis são muito inferiores. Para a gestão das unidades de conservação federais, o custo projetado é de US$ 341 milhões por ano, mas em 2016, o gasto efetivo foi apenas 11% desse valor. Essa situação evidencia a urgência de aumentar e racionalizar os investimentos, complementando os esforços públicos com iniciativas como o ARPA.
Além do financiamento, a conservação da Amazônia requer ações em diversas frentes, como fortalecimento da fiscalização e promoção de modelos sustentáveis de uso da terra. As áreas protegidas têm demonstrado eficácia, evitando cerca de 60% do desmatamento previsto. Para garantir que essas áreas continuem a ser barreiras contra a devastação, é fundamental unir esforços em prol da proteção da biodiversidade, contribuindo para um futuro mais sustentável para a Amazônia e o planeta.

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