Antonio Candeia Filho, ícone da cultura negra brasileira, completaria 90 anos neste domingo, recebendo homenagens e tendo uma biografia em andamento que destaca sua trajetória e ativismo contra o racismo. O sambista, que se tornou paraplégico após um tiro em 1966, já era um compositor renomado antes do acidente. Homenagens e eventos celebram seu legado, incluindo rodas de samba e apresentações que reverenciam sua obra.

Antonio Candeia Filho, um ícone da cultura negra brasileira, faleceu em 1978, aos 43 anos. Neste domingo, ele completaria 90 anos e está sendo homenageado com uma biografia em andamento. A vida de Candeia mudou drasticamente após um tiro que o deixou paraplégico, e há discussões sobre o impacto desse evento em sua trajetória como compositor e ativista contra o racismo.
O dia 13 de dezembro de 1965 é amplamente reconhecido como a data em que Candeia foi atingido, mas o jornalista Lucas Nobile encontrou registros que indicam 12 de dezembro de 1966 como a data correta. Na ocasião, Candeia, que era policial civil, foi baleado após um incidente envolvendo seu carro e um caminhão. A versão mais comum relata que ele disparou contra os pneus do veículo antes de ser atingido.
Após o incidente, os jornais da época previam que Candeia dificilmente voltaria a andar. O jornalista Vagner Fernandes, que está escrevendo uma biografia sobre o compositor, destaca que Candeia já era um grande compositor antes do acidente. Ele venceu cinco disputas de sambas-enredo na Portela e formou o grupo Mensageiros do Samba, mostrando seu envolvimento com a cultura afro-brasileira desde cedo.
Selma Candeia, filha do compositor, relembra que seu pai já tinha uma conexão forte com as tradições afro-brasileiras, sendo iniciado no candomblé. O professor João Baptista Vargens, amigo de Candeia, afirma que a paraplegia trouxe uma nova perspectiva ao compositor, que passou a refletir mais sobre a negritude e a vida em geral.
Em 1975, insatisfeito com a mercantilização das escolas de samba, Candeia fundou o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, que se tornou um centro de estudos sobre a vida da população negra. O compositor e escritor Nei Lopes ressalta que, após o acidente, Candeia se tornou um ativista contra o racismo, colaborando com pensadores e entidades para promover sua causa.
Além de seu legado musical, Candeia deixou cinco discos e um livro sobre escolas de samba. As homenagens pelos 90 anos do compositor incluem uma roda de samba na Portelinha e apresentações no Teatro Rival. A memória de Candeia continua viva, e a sociedade civil pode se unir para apoiar iniciativas que promovam a cultura afro-brasileira e ajudem a preservar seu legado.

Soníria Campos Rocha D'Assunção foi escolhida como a primeira mulher desembargadora do TJDFT, após a morte de um magistrado, em uma lista exclusivamente feminina, promovendo a equidade de gênero no Judiciário.

Na 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, as inscrições vão até 16 de agosto, destacando pesquisas inovadoras em oncologia e o professor Gilberto Schwartsmann como Personalidade de Destaque. O prêmio, promovido pelo Icesp, visa valorizar a ciência e a saúde no Brasil.

A Câmara dos Deputados acelerou a tramitação do PL nº 2.628, que visa proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, após denúncias de adultização infantil por um youtuber. O projeto, apoiado por diversas organizações, enfrenta críticas de parlamentares que temem censura.

A Internet das Coisas (IoT) avança na indústria com a integração de inteligência artificial, destacando inovações como a tornozeleira eletrônica do Grupo Link para proteção de mulheres. Empresas como Siemens e Bosch estão na vanguarda, com 38% das soluções de IoT já incorporando IA. A tecnologia melhora a eficiência e promove a sustentabilidade, enquanto a tornozeleira avisa sobre a proximidade de agressores.

O Brasil reduziu a mortalidade infantil de 50 para 12 por mil nascimentos após a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apesar dos avanços, desafios persistem na educação e no trabalho infantil.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal realiza o I Ciclo de Palestras de Segurança Pública, focado na proteção da mulher e na conscientização sobre violência doméstica. O evento, promovido pelos Conselhos Comunitários de Segurança, ocorrerá em diversas localidades, com o próximo encontro em 26 de agosto, abordando temas como empoderamento feminino e apoio às vítimas. As palestras visam transformar realidades e fortalecer redes de apoio, com a participação de especialistas e instituições parceiras. As inscrições são gratuitas.